Entrevista

Uma entrevista com Ivy Pocket

Nossa pequena grande garota revela muitos segredos ao autor Caleb Krisp
11 de julho de 2017


Caleb Krisp: Senhorita Pocket, sendo uma criada de 12 anos sem qualquer importância, deve ter sido um grande choque quando decidi escrever um livro sobre você.

Ivy Pocket: Na verdade não, querido. Você não é o primeiro.

Caleb Krisp: Você. . . quer que acredite que há outros livros escritos a seu respeito?
Ivy Pocket: Com certeza.

Caleb Krisp: Diga quais são.

Ivy Pocket: É chocante que você ainda precise perguntar, pois eles são muito conhecidos. Ivy Pocket e o Não-sei-o-quê Filosofal foi um grande sucesso. Seguido pelo espetacular O Orfanato da Sra. Pocket para empregadas-mirins peculiares. Diário de uma garota que adora dar bananas para todo mundo foi o livro mais vendido de 1889, inteiramente baseado em meus diários. Perdendo apenas para O leão, a feiticeira e a tábua de passar roupa, baseado em minhas experiências como diarista.

 Caleb Krisp: Esqueça a pergunta. Alguém chame meu agente!

Ivy Pocket: Sr. Krisp, o senhor está franzindo o cenho de um modo muito esquisito e sua papada está tremendo. Qual é o problema?

Caleb Krisp: Qual é o problema? Eu sou um escritor sério, Senhorita Pocket, e ainda assim quando eu me sentei para escrever minha grande obra-prima, para falar das coisas mais profundas da minha alma, quem foi que apareceu? Foi você!

Ivy Pocket: Não precisa me agradecer, querido. Aquece a minha alma que, de todos os escritores do mundo que poderiam se deparar com minhas maravilhosas aventuras, foi logo um careca esquisitão, que precisava desesperadamente de um sucesso para resolver seu problema de autoestima. Bem feito!

 Caleb Krisp: Diga-me, Senhorita Pocket, por que você é uma garota tão furiosa, desobediente e encrenqueira?

Ivy Pocket: É algo que vem com a prática, acho.

Caleb Krisp: Não é de admirar que desde o primeiro capítulo as pessoas estejam sempre tentando se livrar de você ou matar você?

Ivy Pocket: Bem, isso não é minha culpa, é? Você decidiu me deixar sozinha e sem um tostão em Paris, sem ter como voltar para casa. Eu seria louca de rejeitar a generosa oferta da condessa Carbunkle para entregar aquele maldito diamante para Matilda Butterfield em seu aniversário de 12 anos. Como poderia saber que aquele colar que ela me confiou tem o poder de…

Caleb Krisp: Segure a sua língua, Senhorita Pocket. Não queremos estragar as coisas para os nossos leitores.

Ivy Pocket: Tenho cara de idiota, por acaso? Simplesmente ia salientar que o grande segredo que paira sobre mim no livro todo é que…

Caleb Krisp: Mais uma palavra sua, Senhorita Pocket, e vou escrever que você vai ficar numa caixa trancada no fundo do mar! Entende?

Ivy Pocket: Quase nunca.

Caleb Krisp: Além disso, sua história ainda não terminou. Se você achou que estava em apuros neste livro, espere o próximo, Senhorita Pocket.

Ivy Pocket: Não, obrigada. Eu vou esperar pelo filme, se não se importar.

Caleb Krisp: Argh! Criança hedionda.

Ivy Pocket: Feliz por ajudar, querido.

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