Sete motivos para ler “Alif, o invisível”

29 de abril de 2015


Outro dia postei no meu Facebook o booktrailer de Alif, o invisível, dizendo que quem não tinha lido estava dando mole. Claro que eu jamais falaria assim com você, leitor da Fantástica (só  me permito essas coisas com as centenas de amigos íííntimos da minha timeline). Então vou tentar uma nova abordagem para explicar por que esse hiperlançamento da Fantástica cativou os coraçõezinhos de toda a nossa equipe e está à espreita para conquistar o seu também. Vem comigo!

Sete motivos para você ler Alif, o invisível:

1) É diferente!

Trata de temas da cultura islâmica sem aquele olhar de “oh, o exótico”, que tanto atrapalha o diálogo cultural. A autora é americana convertida ao islamismo e fala com propriedade tanto do mundo árabe quanto da perspectiva ocidental.

2) Tem o melhor de vários mundos!

Como todos os grandes livros, é difícil de determinar exatamente qual o gênero deste. É uma mistura totalmente inovadora de cyberthriller, fantasia, romance político e mitologia árabe… eu sei, falando tudo junto assim fica difícil parecer que vai dar certo. Mas a verdade é que enquanto a gente lê, não está nem aí para determinar gênero – a gente só quer ler mais, mesmo.

3) É atual!

Além da questão islâmica, fala também de liberdade, ditadura, e da relação entre política e o mundo virtual, que é um bom resumo do que tem rolado agora (dá só uma espiada na sua timeline).

lari e alif

4) Personagens femininas fortes!

A Willow Wilson é uma roteirista de quadrinhos premiadíssima, e é quem escreve a atual ms. Marvel – a primeira heróina islâmica e mulher a ter a própria revista. Além disso, ela fez história criando o A-force, o primeiro time de vingadores composto só de mulheres! No Alif, não é diferente, as mulheres têm nomes, personalidade e impulsionam a história adiante… que nem no mundo real.

5) Escrita arrebatadora!

Não foi à toa que esse livro ganhou o World Fantasy Award. Ele recebeu também elogios rasgados do Neil Gaiman, da Holly Black, do Gregory Maguire, do New York Times, do Library Journal, da Booklist, da Publishers Weekly… vou parar a lista por aqui para não cansar vocês. Próximo item!

6) É um livro inteligente!

A história evita os caminhos fáceis e não é simplista, em nenhum quesito. Até o romance é… bom, tudo bem, ninguém é muito inteligente quando está apaixonado, né? E às vezes a gente tem vontade de matar o Alif por causa de… bom, não vou dar spoilers. Depois me digam se não tiveram vontade de matar ele também.

7) O Alif é um querido!

Ninguém consegue ser indiferente aos sofrimentos dele, seja porque a gente se identifica com questões familiares como a dor de cotovelo ou os problemas com a família, seja porque as situações absolutamente inesperadas em que ele se encontra praticamente convidam a gente a se perguntar como seria no nosso caso. Ainda que todo mundo aqui na Rocco tenha se apaixonado pelo Alif, ele não foi o personagem favorito de todo mundo. Eu, por exemplo, gamei no Vikram! E você? A gente tá doido pra escutar também a sua opinião!

Larissa Helena é a editora executiva da Fantástica Rocco. Ela achava que, se pudesse trabalhar lendo, nunca mais gastaria dinheiro em livrarias. Mas aprendeu que SEMPRE se pode querer comprar novos livros. Então ela trabalha lendo bastante para poder… ler bastante. Um esquema que tem funcionado muito bem para todos os envolvidos.

 

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