Em primeira pessoa

O que aprendi sobre amor com Katniss, Tris & Ária?

Por Flávia Alvim
16 de fevereiro de 2016


Importante: não escrevo para resenhar sobre os livros, você deve saber mais deles que eu, minha intenção é dividir minhas angustias e promover uma terapia coletiva de conselhamento amoroso com base nas histórias e sob a visão de nossas heroínas favoritas.

O que eu aprendi sobre amor com Katniss, Tris & Ária?

Distopia é lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia. Na prática sabemos que é: tá dando tudo errado, não tem como dar certo isso, OH WAIT acho que achei o amor da minha vida.

Não sei você, mas quando eu descobri sobre Jogos Vorazes a ultima coisa que eu pensei é que iria me apaixonar pelos protagonistas, torcer e sofrer como se estivesse vendo uma novela mexicana. Então veio Divergente, e caí de quatro pelo Quatro e não satisfeita, aguardo comendo as unhas pra ver onde vai dar a história da Ária em Sob Céu do Nunca.

Num breve desabafo, assumo que nem nas condições normais de temperatura e pressão eu acerto quando escolho um par romântico. Levo uma vida calma de segunda a sexta trabalhando, pegando ônibus e a única batalha diária que tenho é com o despertador não consigo dar conta de flertar IMAGINA salvar o mundo, minha vida, uma sociedade e ainda dar conta do boy? Meus crush são simples, trabalho entediante e nenhuma gota de suor de herói.
Agora imagina dormir e acordar, e numa cena clássica de Matriz te mandam escolher entre um dos três destinos a seguir:

1º Para salvar sua irmã, você se voluntaria a participar de um jogo bizarro e selvagem, onde o premio é sair de lá viva.

2º Um teste de aptidão, feito aos 16 anos de idade, define a que facção você pertence e com isso as regras de comportamento que deve seguir a partir daí.

3º No meio de uma confusão você é expulsa do local onde vive e passa a ter que se esconder para sobreviver a uma chuva de éter.

E junto a isso ainda te dão o seguinte spoiler “você vai fazer tudo isso e ao mesmo tempo administrar uma paixão incontrolável”. Miga, não sei você, mas eu deitava o chão em posição fetal e chorava até voltar a dormir só de sonhar com isso. Shame on me!
Mulheres poderosas não tem medo de amar ou demonstrar seus sentimentos, apesar de lutar um pouco conta eles no inicio, por isso juntei três dicas das personagens mais empoderadas da literatura (com cenas das adaptações, né). Divido com vocês esse breve manual:

1) Mantenha sua mente ocupada. No começo o crush é só um crush, você precisa ter certeza que não está confundindo as coisas antes de se jogar na paixão. Aprendi com a Tris que praticar esportes é uma boa opção, artes marciais, preferencialmente. Você vai exercitar corpo e mente, aprender a se concentrar, além de ser vital quando se é uma fugitiva.

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2) Mude seu visual. Por você, olha no espelho e veja que você é linda. Mude sua atitude também. (arma é meramente ilustrativa, nem pense em encostar em uma – ainda mais se tiver um TPM tipo a minha)

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3) Seja paciente. Mantenha o alvo na mira. Você saberá a hora de lançar sua flecha!

kat1Dica bônus:
Quando tiver sem assunto, improvise. Sei lá, pede pra ver as tattoos dele 😉

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flaviaAtriz, produtora executiva, ex-livreira e pisciana com ascendente em gêmeos. Graduanda de Marketing, mulher rodada, escritora amadora e sem vergonha no Blog da Iaiá. Apaixonada por arte em todas suas formas e expressões.

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