Zigurate

Zigurate

Coleção Dorothy tem que morrer

Autor: MAX MALLMANN

Preço: R$ 36,00

224 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1585-1

Assuntos: Ficção – Romance/Novela, Ficção Nacional

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 23,50

E-ISBN: 978-85-81221-87-8

Uma biblioteca em Paris, a pesquisadora Sophie Brasier faz uma descoberta impressionante: uma carta do século XVII que faz referência a uma Bíblia do século XII cuja explicação para o mito da origem do ser humano é completamente diferente da que se conhece. Antes de Adão e Eva, Deus teria usado ouro para criar Lugal e Nin, um homem e uma mulher imortais, feitos a sua imagem e semelhança. Diz o texto que o casal teria decepcionado o Criador por usar da imortalidade para agir como deuses, tentando equiparar-se a Ele. Como castigo, eles foram tornados estéreis e abandonados à própria sorte, mas continuaram imortais. Triste, Deus chorou intensamente sobre a Terra, provocando um dilúvio de lágrimas que misturaram-se ao pó e cobriram o planeta de lama, com o que Ele criou Adão. Feito com o mais vil dos materiais, o novo homem também foi concebido à imagem e semelhança do Pai, mas era mortal, para que nunca causasse a mesma decepção de Lugal e Nin. Esta teoria revolucionária é o ponto de partida do novo livro de Max Mallmann, Zigurate – Uma fábula babélica.

Até fazer tal descoberta, Sophie estava empenhada em concluir sua tese de doutorado, sobre mitos mesopotâmicos em textos bíblicos. Ela é uma mulher de 30 anos que tem AIDS desde os 20 e sofre de uma doença cardíaca fatal. Segundo os médicos, ela pode morrer a qualquer momento. Por isso, a dedicação aos estudos tem sido seu jeito de se agarrar à vida. Mas agora ela tem algo muito mais interessante para pesquisar: Lugal e Nin, os verdadeiros seres humanos originais. Teria esse mito sido apagado da Bíblia no passado? Seria uma história verdadeira? Se Lugal e Nin eram imortais, talvez eles existissem até hoje. É claro que Sophie, como cientista, não acredita na hipótese de a humanidade ter começado com um casal feito de ouro. Mas e se o texto tivesse sido inspirado em seres imortais de verdade, filhos bastardos da evolução das espécies, tornados eternos por uma mutação qualquer?

Com a dedicação de quem nada tem a perder, Sophie pesquisa o tema. Ela passa a se corresponder com especialistas e atravessa noites na Internet, além de visitar todas as bibliotecas que pode, em busca de textos sumérios, acádios, babilônicos e assírios. E acaba encontrando diversas referências a homens e mulheres de verdade que se chamavam Lugal e Nin e tinham pele, cabelos e olhos dourados como ouro. Eles são citados em documentos sobre o Egito antigo, as guerras de Júlio César, a Inquisição, a Revolução Francesa, as conquistas de Napoleão, a Guerra Civil espanhola e até a Lei Seca dos EUA. A referência mais recente é uma revista Vogue dos anos 60 que traz na capa uma modelo chamada Nin, cuja pele tem um tom ligeiramente dourado.

Sophie chega à conclusão de que todo Lugal e toda Nin que encontrou nos registros históricos diversos são um mesmo casal imortal que tem atravessado os tempos. Por isso, ela sai de Paris para ir atrás de um certo Franz Lugal que vive há 50 anos num hotel em Edimburgo. Enquanto isso, uma certa Nin está no Rio de Janeiro, trabalhando para um deputado brasileiro que quer ser eleito senador, embora esteja envolvido com o tráfico de armas. A história de Zigurate se passa nessas três cidades, e tem como protagonista Sophie, uma mulher que se apega aos seus últimos dias de vida procurando pessoas que viverão para sempre. Qualquer semelhança com a epopéia de Gilgamesh não é mera coincidência: é um dos segredos do livro.

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O AUTOR

Max Mallmann nasceu em 1968, em Porto Alegre (RS). Estreou na literatura aos 20 anos com Confissão do Minotauro (IEL/IGEL 1989). Em 1997, recebeu o Prêmio Açorianos, concedido pela prefeitura de sua cidade natal, pelo romance Mundo bizarro. Pela Rocco, publicou Síndrome de quimera, finalista do prêmio Jabuti, Zigurate – Uma fábula babélica (2003) e os romances históricos O centésimo em Roma (2010) e As mil mortes de César (2014), que acompanham a saga do anti-herói Publius Desiderius Dolens na Roma antiga com uma narrativa repleta de ação, ironia e humor. Roteirista da TV Globo, fez parte do time de redatores da novela Coração de estudante e de séries como Malhação, Carga pesada e A Grande Família. Faleceu em novembro de 2016, no Rio de Janeiro, onde vivia desde 1998 com a mulher, a também escritora Adriana Lunardi.

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