Vésperas

Vésperas

Coleção Coleção Marginália

Autor: ADRIANA LUNARDI

Preço: R$ 29,00

128 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1444-8

Assuntos: Biografia/Memórias/Diários, Ficção – Conto, Ficção Nacional

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 20,00

E-ISBN: 978-85-64126-11-4

Vésperas é uma homenagem a grandes escritoras, transformadas em personagens e retratadas na sua solidão, ambigüidades, paixões e angústias. A idéia de morte, sob diferentes focos, perpassa o livro, escrito como uma prosa poética. São nove histórias, cada uma delas envolve uma personalidade da literatura: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa. Adriana Lunardi valeu-se de detalhes biográficos dessas mulheres, combinou-os com a sua ficção e, nos contos sobre Woolf, Parker, Colette, Mansfield e da Costa, intui e descreve os últimos dias e momentos de suas vidas.

Em Ginny, Lunardi narra o hipotético fluxo de pensamento de Virginia Woolf durante o percurso até o rio Ouse, onde se suicidou, em 1941. Dottie é o título do segundo conto e revela a solidão de Dorothy Parker no dia de sua morte, em 1967. Em Minet-Chéri, Colette, falecida em 1954, contracena com um dos seus personagens, Claudine, do romance Claudine et l’école. Os títulos destas histórias remetem aos apelidos de infância. Kass traz Katherine Mansfield, morta em 1923, vítima de tuberculose, fazendo um balanço de sua vida e relembrando as suas viagens em busca da cura.

Ana C. tem como protagonista um suposto amigo de Ana Cristina César, que se matou em 1983, aos 31 anos. Ele se encontra com o espírito da poeta e, juntos, constatam a efemeridade da existência. Clarice traz o conflito entre uma jovem de 17 anos e seu pai, que acaba de conhecer, e sua determinação em visitar o túmulo de Clarice Lispector, falecida em 1977, de quem a garota é fã.

Zelda Fitzgerald é retratada em Flapper, a oitava história, por meio dos seus sonhos durante o incêndio no sanatório onde morreu, em 1948. Ela era a esposa e principal inspiração de F. Scott Fitzgerald. Em Victoria, um homem lê a notícia do suicídio de Sylvia Plath no dia do seu sexagésimo aniversário, e isto o faz se lembrar da mulher, homônima da poeta americana, e da relação distante que ambos mantêm.

Sonhadora fecha a obra. Júlia da Costa, nascida em Paranaguá, porto paranaense, no ano de 1844, viveu em São Francisco do Sul, ilha do litoral catarinense. Não chegou a publicar um livro em vida. Lunardi usa esta informação para compor uma história em que o romance a ser escrito era antes desenhado por Júlia, que, cega, não pôde se dedicar à redação.

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O AUTOR

Seu segundo romance, A vendedora de fósforos, lançado em 2011, foi finalista do Prêmio São Paulo. Adriana Lunardi estreou na literatura com As meninas da Torre Helsinque(1996), pelo qual recebeu os prêmios Fumproarte e Açorianos, este nas categorias de autor revelação e melhor livro de contos. Em 2000, foi contemplada com uma bolsa da Biblioteca Nacional, que resultou em seu segundo livro de contos, Vésperas, publicado em 2002 e traduzido para o francês, espanhol e croata, além de ser editado em Portugal. Em 2006, estreou na narrativa longa com o romance Corpo estranho, que foi finalista do prêmio Zaffari/Bourbon.  Natural de Santa Catarina, Adriana Lunardi mora no Rio de Janeiro. 

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