Torquatália: Geleia Geral

Torquatália: Geleia Geral

Coleção Coleção Marginália

Autor: TORQUATO NETO

Preço: R$ 54,00

408 pp. | 16x23 cm

ISBN: 85-325-1591-6

Assuntos: Biografia/Memórias/Diários, Coletâneas

Selo: Editora Rocco

A madrugada mudou e aquele trem já passou, levando consigo Torquato Neto, ao mesmo tempo causa e conseqüência do Tropicalismo, nos dizeres de Paulo Roberto Pires, editor do presente volume.

Torquato partiu em 1972, da mesma forma radical com que sempre viveu, mas sua esguia silhueta de benfazejo Nosferato continua a assombrar – virou objeto de culto de toda uma geração que não o conheceu, porém encontra nele uma guia e um estímulo para não se render e não se enquadrar.

Graças às novas versões musicadas de suas poesias, a influência de Torquato não cessa de crescer, não sendo exagero afirmar que ele é mais conhecido hoje do que jamais o foi em vida. Só que esse conhecimento parcial e fragmentado não era capaz de fazer justiça à sua originalíssima contribuição para a cultura brasileira. Situação agora corrigida com a edição de Torquatália, obra que, em seus dois volumes – Do lado de dentro e Geléia Geral –, apresenta enfim um panorama completo tanto de sua obra poética quanto em prosa, com o aporte de textos inéditos, de correspondências, a íntegra de sua coluna no jornal Última Hora, e escritos antes esparsos em publicações diversas e, por isso, desconhecidos. Um livro essencial para quem não desistiu de sonhar e ainda teima em continuar a desafinar o coro dos contentes.

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O AUTOR

Torquato Pereira de Araújo Neto nasceu em 9 de novembro de 1944, em Teresina, Piauí. Em 1960, foi estudar em Salvador, onde conheceu artistas de vanguarda de diversas áreas. O trabalho como letrista e jornalista começou pra valer em 1965, quando já morava no Rio de Janeiro. Suas músicas logo seriam gravadas por Gilberto Gil (seu parceiro mais constante nas composições), Caetano Veloso, Gal Costa e Elis Regina, dentre outros. Em 1966, Torquato foi o roteirista do espetáculo Pois é, que reuniu Gil, Maria Bethânia e Vinícius de Moraes no teatro Opinião, no Rio. Entre 1966 e 1967, trabalhou no setor de divulgação da gravadora Philips e no setor de propaganda da Editora Abril. Sua atividade mais importante no período, entretanto, era a coluna Música popular, que assinava no Jornal dos Sports, sendo que Torquato também colaborava com diversos veículos da imprensa alternativa. Em 1968, o tropicalismo explodiu como movimento, tendo Torquato como uma de suas molas-mestras – o disco coletivo Tropicália ou panis et circensis, daquele ano, não apenas conta com composições de Torquato como também o traz na foto da capa, ao lado de todos os envolvidos no projeto. Defensor do cinema marginal, chegou a trabalhar como ator, por exemplo, no papel principal de Nosferato no Brasil, de Ivan Cardoso, em 1971. No ano seguinte, rodou seu próprio filme, O terror da Vermelha. Em paralelo, criou a famosa coluna Geléia Geral, pequena e discreta revolução na imprensa da época, publicada no jornal Última Hora. No mesmo ano de 1972, Torquato se suicidou, na madrugada seguinte ao seu aniversário de 28 anos.

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