Tarifa de Embarque

Tarifa de Embarque

Coleção Coleção Marginália

Autor: WALY SALOMÃO

Preço: R$ 23,00

72 pp. | 16x20 cm

ISBN: 85-325-1136-8

Assuntos: Ficção – Poesia

Selo: Editora Rocco

Waly salut au monde. O fecho de Cântico dos cânticos de Salomão pode ser tomado como o cartão de visitas do novo livro do eternamente irrequieto Waly Salomão. Pois são viagens por mundos diversos, concretos e oníricos o que o poeta baiano de sangue sírio explicita e propõe nos poemas de Tarifa de embarque, coletânea que sucede Lábia, lançado em 1998. Se no primeiro a urgência de renovar e celebrar os votos de união com a vida se fazia mais do que presente – no início daquele ano o coração do poeta pregou-lhe um susto com um enfarte – neste, o que o leitor vai encontrar é um Waly que engole o mundo com sua poesia.

Uma poesia rasgada por imagens de cenários tão distintos e sólidos quanto a Amazônia, a mineira Tiradentes, a Bahia, o Rio, a Síria. Uma poesia erguida sobre imagens tão vaporosas, mas nem por isso menos contundentes, extraídas das memórias de vida, de amizades, de afetos fraternos. Janela de Marinetti, por exemplo, é uma comovente trança de lembranças que ele dedica ao irmão Jorge, de amores, de dores, de prazeres, de mundos internos.

Nesse encontro antropofágico, entre os muitos caminhos seguidos e ainda por seguir, entre os muitos mundos descobertos e por descobrir, Waly exacerba sua vocação para o nomadismo, para a inquietude saudável que o faz percorrer de peito aberto as trilhas escancaradas por sua poesia. Não por acaso, na abertura de Tarifa de embarque, o tocante poema-título que canta as belezas e saudades de uma Síria entranhada no sangue que lhe corre nas veias, Waly recorre a uma frase de Meleagro de Gádara (100 a.C.): "Sou sírio. O que é que te assombra, estrangeiro, se o mundo é a pátria em que todos vivemos, paridos pelo caos?"

Waly saúda o mundo. E como um bom mercador de significantes e significados, o faz através de seus versos múltiplos, às vezes discretos, às vezes bailarinos das letras e dos espaços. Waly saúda o mundo e convida o leitor a embarcar com ele nessa aventura radical, no melhor dos sentidos que cabem à palavra – aquele que diz respeito à raiz, que é fundamental, básico, essencial. Boas viagens.

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