Sonetos da Portuguesa

Sonetos da Portuguesa

Coleção Trilogia O Último Policial

Autor: ELIZABETH BARRETT BROWNING

Preço: R$ 19,50

128 pp. | 12,5X20 cm

ISBN: 978-85-325-2670-0

Assuntos: Ficção – Poesia

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 13,50

E-ISBN: 978-85-81221-11-3

Pouco conhecida do público no Brasil, a poeta inglesa Elizabeth Barrett Browning (1806-1861) é aclamada em todo o mundo pela crítica especializada, e seus sonetos figuram entre os mais populares da língua inglesa. Dona de uma biografia tão surpreendente quanto sua obra, Elizabeth publicou os Sonetos da portuguesa em 1850, tendo-os escrito anos antes, durante o período em que se correspondeu com o também poeta e futuro marido Robert Browning. É esta coletânea que chega agora aos leitores brasileiros pela Rocco, com tradução primorosa e um enriquecedor posfácio assinado por Leonardo Fróes.

Os sonetos narram a invulgar e imprevisível história de amor de Elizabeth e Robert, oito anos mais jovem que a escritora. O romance tem início quando a escritora, aos 40 anos, levando uma vida reclusa, recebe uma carta de Robert. Não bastasse a idade, avançada para o matrimônio naquela época, Elizabeth e seus irmãos tinham ordens expressas de seu excêntrico pai, Mr. Barrett, um homem rico, herdeiro de plantações na Jamaica, para nunca se casar; caso contrário seriam deserdados e afastados do convívio familiar.

Apesar de viver em reclusão e dada como “inválida” devido a dores recorrentes, Elizabeth produzia prolificamente. À época da troca de cartas, já havia publicado seus poemas em dois volumes e sua literatura já era conhecida na Inglaterra e nos Estados Unidos. Era natural, portanto, que recebesse cartas dos seus leitores. A primeira missiva enviada por Robert Browning demonstrava o profundo conhecimento do poeta sobre a sua obra e uma grande admiração pela mulher (mesmo sem conhecê-la pessoalmente), o que despertou o interesse de Elizabeth.

Mas a primeira visita demoraria quase seis meses para ocorrer. Ao longo de 20 meses, foram 574 cartas, que culminaram no casamento clandestino e na fuga para Paris e depois para a Itália, onde viveram até a morte da escritora, sempre na companhia de Miss Wilson, criada que acompanhou o casal na fuga, e de Flush, o fiel cocker spaniel que inspirou Virginia Woolf a contar a história deste amor (Flush, de 1933).

Durante a troca de correspondência, Elizabeth foi, passo a passo, delineando os seus sonetos. Por isso seus versos abrigam, segundo o tradutor e também poeta Leonardo Fróes, “três movimentos de definição muito clara: o da recusa inicial da amada, o do contágio do amor que se propaga (…) e o do coroamento glorioso do encontro (…)”.

Ainda que exista o movimento inicial da recusa, já no primeiro soneto a poeta demonstra indícios do seu interesse pelo “amor”, que ela ainda não houvera conhecido: “(…) ‘É a morte que me agarra?’ eu perguntava. ‘É amor’, a voz de prata me dizia.” Nos demais sonetos que seguem, fica clara a descrença de Elizabeth de que tal amor pudesse florescer, e a autora tenta mostrar as diferenças entre eles a fim de ratificar os destinos desencontrados de um e de outro.

Até que Elizabeth começa a dar vestígios do contágio do amor. Os sonetos seguintes comprovam a decisão de acolher e viver a sua história com Robert Browning e mostram a importância do amado em sua vida, capaz de extirpar o medo antes existente e de “cingir de cor” o coração da poeta, para usar uma de suas belíssimas imagens.

Encerra, lindamente, falando dos seus modos de amar o seu amado, no soneto 43, um dos mais famosos do livro, também traduzido por Manuel Bandeira, e mostrando a sua delicadeza na entrega do sentimento: “Como te amo? Deixa eu contar os modos. / Te amo do fundo e da largura e altura / A que a alma chega quando os fins procura / Do Ser da Graça ideal, sumindo a todos. (…).”

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O AUTOR

Elizabeth Barrett Browning nasceu em Kelloe, Durham, em 1806. Publicou seu primeiro livro de poesias, The Battle of Marathon, em 1820. Em seguida vieram A Essay on Mind, with Other Poems, Prometheus Bound, Translated from the Geek of Aeschylus, and Miscellaneous Poems e The Seraphim, and Other Poems, entre outros. Morreu em 1861, em Florença, onde vivia com o marido, o poeta Robert Browning, e o filho, Pen.

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