O Violoncelista de Sarajevo

O Violoncelista de Sarajevo

Coleção DC Super Hero Girls

Autor: STEVEN GALLOWAY

Preço: R$ 27,00

200 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2361-7

Assuntos:

Selo: Editora Rocco

“Uma cativante história de Sarajevo sob cerco.”

– J.M. COETZEE, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura

“É uma história universal, uma demonstração de como se luta para encontrar significado, graça e humanidade em meio aos mais inimagináveis horrores.”

– KHALED HOSSEINI, autor de O caçador de pipas

Dor, medo, luta, perseverança – sentimentos tão distintos e que se confundem em cada habitante, combatente ou sobrevivente em meio à carnificina de um conflito entre irmãos. O jovem escritor canadense Steven Galloway sintetiza cerca de três anos de uma cruel guerra civil, pela lente da ficção, em pouco menos de um mês, a partir da trajetória de três personagens em interseção com a de um quarto – o violoncelista de Sarajevo, figura emblemática de esperança que serve de título a este romance, já vendido para 18 países. Galloway tomou como ponto de partida um dos mais fatídicos episódios da Guerra da Bósnia para escrever esta narrativa que, explorando a brutalidade do conflito, mostra o poder de redenção que a música pode trazer à vida das pessoas.

O Cerco de Sarajevo foi o mais longo na história da guerra moderna, estendendo-se de 5 de abril de 1992 até 29 de fevereiro de 1996. Cerca de 10 mil pessoas foram mortas e outras 56 mil ficaram feridas, segundo as Nações Unidas. No dia 27 de maio de 1992, às quatro horas da tarde, uma série de morteiros atingiu um grupo que esperava para comprar pão atrás de um mercado em Vase Miskina, deixando 22 pessoas mortas e pelo menos 70 feridas. Diante disso, Verdran Smailovié, um renomado violoncelista local, resolveu tocar, pelos próximos 22 dias, sempre às quatro da tarde, o Adágio em sol menor de Albinoni, no exato local onde tudo ocorrera, em homenagem aos mortos. Foi esta tragédia real e seu conseqüente ato de reverência, compaixão e coragem que foram transpostos ao livro e serviram de inspiração para o autor construir o personagem do violoncelista.

Na trama do livro, Steven Galloway cruza as histórias de três figuras, cada qual com seu caminho, sina e missão, com a do músico. Uma delas é a jovem Arrow, de 28 anos, que adotou esse nome desde o dia em que, pela primeira vez, tomou um rifle em suas mãos. Capaz de fazer uma bala realizar coisas que outros não conseguiriam, esta atiradora de elite é designada por um dos líderes da resistência de Sarajevo para impedir que outro atirador inimigo tire a vida de um sujeito que chamou a atenção do mundo vestindo um smoking empoeirado e tirando música das cordas do seu violino numa cratera onde houvera caído uma bomba. Um ritual que ele prometeu a si mesmo cumprir, com pontualidade britânica, durante 22 dias e do qual Arrow deverá ser a guardiã.

Kenan, de quarenta anos, e aparência de velho, por sua vez, também tem a sua missão: trazer água, que não chega mais às torneiras, para sua família e uma velha e rabugenta vizinha, da distante Cervejaria Sarajevo, atravessando toda cidade, que, por natureza de guerra, conspira contra a vida. O encontro, em seu percurso, com a música do violoncelista de quem tanto ouvira falar, proporciona-lhe uma visão de felicidade e reconstrução de Sarajevo. Para Dragan, de 64 anos, no entanto, o determinado homem com seu violino não ambiciona mudança, mas sim impedir que a situação se torne pior com a única coisa que sabe fazer: tocar. Seguindo a oeste de Sarajevo, rumo à padaria onde trabalha, Dragan tem de passar por alguns cruzamentos, vigiados por atiradores sempre a acariciar os gatilhos. Uma espera pelo momento certo de atravessar, que concilia cálculo, medo, instinto e coragem. É num destes cruzamentos que este temeroso e velho padeiro se dá conta da curiosa história do violoncelista, cujo massacre presenciado lhe impingira um dever.

Arrow, Kenan e Dragan. Desconhecidos entre si; unidos, os três, pela história de um desconhecido tocando violino para homenagear a memória de outros desconhecidos. Todos os três, cada qual num lugar, testemunhas do desfecho de um ato corajoso, de puro desprendimento. Todos os três ouvintes do Adágio em sol menor de Albinoni tocado pela vigésima segunda vez. Não há palco, espetáculo, aplauso. Somente o réquiem ecoando pelas ruas, lembrado de boca em boca. Lançando mão de uma riqueza de descrições, farta pesquisa histórica, conversas e trabalho de campo, Steven Galloway oferece ao leitor, em O violoncelista de Sarajevo, um romance impossível de largar depois de lida a primeira página. Uma trama forte, emocionante, alternando histórias, personagens, perspectivas, para olhar com lupa a ferida de uma nação consumida pela guerra.

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O AUTOR

Steven Galloway nasceu em julho de 1975, em Vancouver, no Canadá, mas cresceu em Kamloops, também cidade da província de British Columbia. Graduou-se na University College of the Caribbo e na University of British Columbia. Seu primeiro romance, Finnie Walsh (2000), foi indicado ao Books in Canada First Novel Award, que premia o melhor livro de estréia escrito em inglês por um cidadão canadense ou residente no país. Sua obra seguinte, Ascension (2003), sucesso de crítica e já traduzido para vários idiomas, foi indicada ao The Ethel Wilson Fiction Prize, premiação concedida ao melhor trabalho de um autor residente em British Columbia. O violoncelista de Sarajevo, seu terceiro romance, foi o primeiro a ser publicado no Brasil.

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