O Rato que Roeu o Rei

O Rato que Roeu o Rei

Coleção DC Super Hero Girls

Autor: ANDRÉ RICARDO AGUIAR

Preço: R$ 16,00

28 pp. | 13x19,5 cm

ISBN: 9788532521965

Assuntos:

Selo: Editora Rocco

Era uma vez um reino onde viviam um rei e sua corte na mais absoluta harmonia – sem terremotos, dragões ou fadas dando pitis. Até que um dia, apareceu um rato, muito do gaiato, e que chamou o irmão, o sobrinho, o primo, outros ratos amigos, que chamaram também os seus conhecidos. Pronto: uma rataria infernal tomou conta do reino, roendo até as roupas do rei, – a partir do trava-língua "o rato roeu a roupa do rei de Roma", o premiado poeta paraibano André Ricardo Aguiar constrói, de forma muito original e criativa, uma divertida história com gostinho de literatura popular em O rato que roeu o rei, novo lançamento da Rocco Jovens Leitores para os pequenos súditos da boa leitura.

Para livrar o reino da praga dos ratos – brilhante e sensível diálogo do autor com o famoso conto folclórico "O flautista de Hamelin", conhecido em todo o mundo através da literatura dos Irmãos Grimm –, convocam o encantador Rudolfo. Com sua flautinha de osso hipnotizante, ele reúne uma comitiva de gatos. Três felinos para cada rato. E se escafederam todos os roedores e depois Rudolfo.

Restaram os bichanos, com seu eterno ar de insubordinação e despeito, por todos os cantos do reino, incomodando cada cidadão com suas serenatas de mios. Só ao redor do trono do rei havia 47 gatos. Mandaram, então, chamar Felisberto, o feiticeiro louco. Ele desceu pela encosta da montanha onde morava e, tocando sua rabeca mágica, agrupou todos os cães e cadelas que podia para afugentar os indesejados bigodudos de sete vidas. Sumindo os gatos, Felisberto tocou sua última nota e deu sumiço em si próprio.

Ficaram, pois, os cachorros, dada a sua fidelidade obviamente canina, com suas pulgas, afinal, eram cães das montanhas. Porém, quando o rei os mandou embora, eles rosnaram, fincaram patas. E o reino foi tomado por uma latição generalizada, um festival de babas seguido por espetáculos de coça-coça. E ninguém estava satisfeito. A solução foi chamar Chico Lobo, pastor de todas as feras da floresta, para expulsar a cachorrada. Ele deu três assovios agudos, dois pulinhos, fez careta e imediatamente vieram lobos, raposas e hienas, que colocaram os cães para correr. E correu também Chico, de pinote, em disparada, no alazão, esquecendo de dar o assovio de ordem contrária.

Resultado disso: as feras tomaram conta da cidade. O povo se trancou, o rei se encolheu todinho e até o bobo da corte se escondeu de medo. Urros e uivos assolando de terror o reino. Lembraram do Mágico das Frutas e resolveram, em desespero, chamá-lo. Ele chegou numa noite e pediu para que o rei ordenasse aos seus súditos que jogassem todas as melancias pela janela. Manda quem pode, obedece quem tem juízo – ou temor, no caso específico. E quando raiou o dia, as melancias haviam se transformado em imensos elefantes, que deixaram as feras com o rabinho entre as pernas, seguindo de fininho o rumo da floresta.

Ora, se um elefante incomoda muita gente, o que dizer, então, de toda uma enorme manada de paquidermes a impedir até a passagem do vento? Eram patas e mais patas e trombas a estreitar as ruas. A única saída foi chamar o menino João e seu bichinho de estimação. O garoto tirou o animalzinho do bolso de sua calça e o soltou para passear e trombar com as trombas que se arrastavam pelo reino. Era um rato. Completamente aterrorizados, os grandalhões cinzentos saíram em estouro, causando verdadeira hecatombe, quase pondo a cidade no chão.

E o tal ratinho foi ficando, gostando, e quando se cansou da solidão palaciana, chamou o irmão, o sobrinho, o primo, outros ratos amigos, que chamaram também os seus conhecidos de todas as partes do mundo. E daí, dá pra imaginar bem o que aconteceu neste círculo vicioso de graça, diversão, encanto e boas gargalhadas para a criançada em efeito bola de neve.

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