O Português do Dia a Dia

O Português do Dia a Dia

Coleção Foxcraft

Autor: SÉRGIO NOGUEIRA DUARTE

Preço: R$ 41,50

308 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1580-0

Assuntos: Almanaque/Guia, Educação/Pedagogia

Selo: Editora Rocco

São as Olimpíadas que estão chegando ou é a Olimpíada? Gwyneth Paltrow deu à luz um bebê ou deu a luz a um bebê? Marcelo D2 defende a descriminalização, a descriminação, a discriminação ou a legalização da maconha? Até o mais culto dos brasileiros tem dúvidas de português, que muitas vezes vão além dos aspectos gramaticais. Pode ser uma simples questão de coerência. Por exemplo: dizer que um comerciante falido corre atrás do prejuízo não faz o menor sentido, a menos que ele seja louco e tenha pressa de piorar sua situação financeira. É por saber que todo mundo comete seus atentados ao idioma que o professor Sérgio Nogueira Duarte da Silva lança O português do dia a dia, um grande e útil tira-dúvidas que traz a marca de seus mais de 30 anos de experiência em sala de aula e 20 como instrutor e consultor em empresas. O autor já ofereceu cursos de redação e atualização gramatical a mais de cem organizações em todo o Brasil, incluindo redações de jornais e grandes escritórios de advocacia.

Organizado em ordem alfabética, como um guia de A a Z, O português do dia a dia é fácil de ser consultado. O livro é dividido em três partes. A primeira trata dos aspectos semânticos do idioma. É ali que o leitor descobre, por exemplo, que fronteira, divisa e limite nunca são sinônimos. Ou que apenas mulheres são raptadas, nunca crianças, e que ninguém sobrevive a um linchamento. Que o plural de "tom pastel" é "tons pastel". Que não existe imigrante ilegal (a situação do imigrante é que pode ser ilegal). E ainda que não é de bom gosto usar o verbo judiar, por fazer referência ao sofrimento dos judeus. Modismos errados como "a nível de" e "impactar" também são abordados.

A segunda parte é sobre os aspectos gramaticais. Acentuação, artigos, colocação pronominal, concordância verbal, crase, hífen, ortografia, pontuação, regência, verbos – está tudo lá. É o telefonema ou a telefonema? Aluga-se ou alugam-se apartamentos? Deve-se pôr o ponto final antes ou depois de fechar aspas? Faz-se apologia da violência ou à violência? Em cada item, o professor Sérgio Nogueira destaca os erros mais freqüentes. Dentre outras coisas, ele explica que o verbo computar existe, mas não pode ser conjugado na primeira pessoa do singular no presente ("eu computo"). Por quê?

Os aspectos estilísticos são o tema da terceira parte de O português do dia a dia. É onde o autor condena um dos modismos mais irritantes da atualidade: o uso do gerúndio para indicar ações futuras, como em "Vou estar depositando o seu salário hoje à tarde". Mas o tópico que trata das incoerências é o mais divertido (quem já teve aula com o professor Sérgio Nogueira conhece o seu bom humor): não existe vítima fatal, pois fatal é o que mata; ninguém faz uma nova vítima, ou deveria haver vítima velha; é ridícula a frase "A polícia suspeita que ele seja um dos braços direitos do traficante Fernando Beiramar", porque não se pode ter mais de um braço direito. Pior ainda é dizer "Este aqui, por sorte, só perdeu uma perna" – ninguém perde uma perna por sorte.

"Nada pretendo impor, e sim apresentar o meu pensamento sobre alguns aspectos de nossa belíssima língua portuguesa", diz o autor. No entanto, o jornalista William Bonner acha que O português do dia a dia é muito mais que isso: "Trata-se também de uma peça policial sobre atentados cometidos contra a língua portuguesa exatamente por quem por ela deveria zelar." Ele, Fátima Bernardes, Sandra Annenberg e outros jornalistas e grandes advogados assinam depoimentos de louvor ao livro em sua apresentação. São profissionais que estão habituados a consultar o professor Sérgio Nogueira, mesmo por telefone, na hora que surge uma dúvida. Como escreveu Sandra Annenberg, "Agora o celular do professor terá descanso".

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O AUTOR

Sérgio Nogueira é formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado pela PUC do Rio de Janeiro. É professor titular da UniCarioca e autor da coluna Aula Extra no jornal Extra e no diário gaúcho O Sul, assim como da coluna Dicas de Português no portal G1, além de consultor, com mais de 20 anos de experiência, para empresas como TIM, PricwaterhouseCoopers, Central Globo de Jornalismo e canais Globosat, entre outras.

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