Heróis urbanos

Heróis urbanos

Coleção Dorothy tem que morrer

Autor: RUBEM FONSECA, RAPHAEL MONTES E OUTROS

Preço: R$ 37,50

184 pp. | 15,7x22,7 cm

ISBN: 978-85-7980-298-0

Assuntos: Ficção – Conto, Ficção Nacional

Selo: Rocco Jovens Leitores

Disponível em e-book

Preço: R$ 24,00

E-ISBN: 978-85-7980-303-1

Sete escritores. Sete histórias. Sete heróis urbanos. O primeiro deles nasceu da imaginação de Rubem Fonseca. Equipado com uma bicicleta de pneus grossos e armação pesada, ele transformou-se em alguém capaz de colocar para correr ladrõezinhos dispostos a atacar velhinhas desacompanhadas e desavisados pelas calçadas da cidade. Do conto do mestre do romance policial brasileiro surgiu a inspiração para uma coletânea para jovens protagonizada por pequenos justiceiros, heróis e anti-heróis, nascidos da crueza da cidade grande. A coleção de histórias vem acompanhada pelas ilustrações do artista gráfico Rascal, que leva para as páginas um pouco da linguagem da arte urbana.

No primeiro conto, Raphael Montes parte do orgulho ferido de uma mulher traída para enredar o leitor no destino de Volnei, bom marido e bom pai, mas que depois de enfeitiçado pela “piranha” da Gorette nunca mais foi o mesmo. Se depender da protagonista dessa história, Volnei e Gorette não perdem por esperar. Mesmo pensamento tem a psicóloga da escola de Carolina, jovem personagem de Luisa Geisler. Carolina a desafia, mas a profissional persiste na busca de meios de provar que a menina mantém uma rede de venda de resultados de provas. Na visão da garota, o que ela faz nada mais é do que oferecer uma ajuda àqueles que mais precisam. Claro que tudo nesta vida tem um preço.

As lembranças da dura infância de Jamile intercalam-se com cenas que parecem ter saído de uma história com contornos surreais. No conto de Natércia Pontes, os personagens parecem encadear-se como numa pintura de M. C. Escher, fazendo o leitor ficar em dúvida onde um termina e outro começa. Em seguida, com leveza e boa dose de bom humor, Leticia Wierzchowski relata as incursões de Léo em uma nova profissão, que poderia ser considerada como um golpe por muitos, mas que também pode ser vista como um golpe de sorte, pelo menos para o primeiro cliente de “pai Léo”.

Quanto uma irmã é capaz de se arriscar por um irmão? A protagonista do conto de Cecilia Giannetti viaja para a cidade grande pela primeira vez. Precisa saber o paradeiro do irmão, que de uma hora para outra decidiu dar uma de herói. O que está por trás dessa história? Para onde terá ido esse menino? Que tipo de notícia trágica poderá encontrar com esta busca? Enquanto neste conto há muitas perguntas, no texto de Emiliano Urbim o protagonista tem apenas uma certeza: não quer de jeito algum que lhe coloquem apelidos. Só que a realidade é mais dura. Para completar sua vida de pequenas tragédias, uma prima virá morar com ele e a mãe. Mal sabe ele que tudo sempre tem um lado positivo.

Reunindo jovens e veteranos da ficção brasileira, Heróis urbanos desconstrói o arquétipo do herói presente na cultura pop, colocando em xeque o bom e o mau, o certo e o errado, o heroísmo e a vilania.

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O AUTOR

Um dos mais notáveis ficcionistas brasileiros, Rubem Fonseca, nascido em 1925 em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi comissário de polícia, professor e funcionário de uma companhia de energia antes de se dedicar exclusivamente aos roteiros de cinema e à literatura. Dentre os diversos prêmios nacionais e internacionais que consagram seus roteiros e livros, destacam-se o Prêmio Camões, concedido pelos governos brasileiro e português pelo conjunto da obra, o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional e três Jabutis.
 
Quando se descreve,
Luisa Geisler, nascida em 1991 em Canoas, no Rio Grande do Sul, costuma destacar que escreve ótimos e-mails. Mas seus dois prêmios SESC de Literatura e a seleção para a edição da revista Granta dedicada aos “Melhores Jovens Escritores Brasileiros” atestam que não é só nos e-mails que ela se sobressai. Além de escritora e tradutora, Luisa é mestranda em Creative Process no Trinity College, em Dublin. Tem textos e livros publicados da Argentina ao Japão (pelo Atlântico) e acha essa ideia muito simpática.
 
A carioca
Cecilia Giannetti, nascida em 1978, é um talento múltiplo, dividindo seu tempo entre escrever e escrever mais. Como colunista, publicou pela Folha de S. Paulo, O Globo e pelo Jornal do Brasil. Como roteirista, escreveu para a TV Brasil e é coautora de novelas da Globo desde 2013. Como cantora, participou das bandas Casino e Star­ving Bluesman Quartet. Além de ter participado de diversas antologias, foi uma das finalistas do prêmio São Paulo de Literatura com Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, seu romance de estreia.
 
Raphael Montes nasceu em 1990 no Rio de Janeiro. Elo­giado por Scott Turow, impressionou crítica e público com Suicidas, um suspense policial finalista do Prêmio Benvirá de Literatura 2010, do Prêmio Machado de Assis 2012 e do Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Dias Perfeitos, seu segundo romance, teve os direitos de tradução vendidos para 18 países, e O Vilarejo, seu livro de terror com ilustrações, recebeu comparações com Stephen King. Todos os seus li­vros serão adaptados para cinema. Raphael ainda assina uma coluna semanal no jornal O Globo e escreve roteiros para cinema e TV, como a série Espinosa, o seriado de terror Su­permax e a novela A Regra do Jogo, na Rede Globo.

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