Desconstruir Duchamp

Desconstruir Duchamp

Coleção Trilogia O Último Policial

Autor: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

pp. | cm

ISBN:

Assuntos: História Da Arte/Teoria Da Arte

Selo: Rocco Digital

Disponível em e-book

Preço: R$ 9,50

E-ISBN: 978-85-8122-625-5

Foram tantos os erros, equívocos e desacertos cometidos pelos críticos de arte, que se chegou ao ponto em que ninguém ousava falar mal de nada, temendo o posterior julgamento da história. Por outro lado, Marcel Duchamp – não por acaso egresso dos movimentos Dadaísta e Surrealista – complicou ainda mais as coisas ao dinamitar as poucas certezas artísticas restantes com conceitos demolidores como o ready made, por exemplo. No vácuo assim criado, vicejaram impostores, que passaram a assolar os salões e as bienais internacionais de arte, sem que ninguém ousasse discutir a validade ou não de seus trabalhos.

Desconstruir Duchamp: arte na hora da revisão é, como seu título indica, o corajoso esforço do professor e crítico Affonso Romano de Sant’Anna de questionar o universo da arte contemporânea, mais submisso aos valores econômicos e marqueteiros do que aos artísticos e culturais. Ao discutir ampla e sistematicamente em sua coluna do jornal O Globo a ação nefasta dos oportunistas que invadiram o mercado de arte, Affonso Romano de Sant’Anna provocou enorme e salutar reboliço. Foi intensamente aplaudido por aqueles que ansiavam por um porta-voz com coragem suficiente para revelar que há algo de podre no reino da arte, governado por um rei que está nu. Foi odiado e vilipendiado por aqueles que o consideram um iconoclasta reacionário, que ousou questionar certezas que, para eles, devem ser aceitas como dogmas.

Reacionário ou iluminado? Demolidor ou regenerador? Bem intencionado ou apenas rancoroso? Quem é o Affonso Romano de Sant’Anna de Desconstruir Duchamp? Isso, cabe ao leitor decidir. Mas uma coisa é certa, ele é um crítico destemido, tão questionador e provocativo quanto Marcel Duchamp, a ponto de discutir até mesmo a validade do legado desse deus ex machina da arte. Atrevimento iconoclasta que, com certeza, não iria desagradar ao próprio Duchamp…
 
 
 

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O AUTOR

Um dia dizendo seus poemas na Irlanda, no Festival Gerald Hopkins (1996), ou na Casa de Bertold Brecht, em Berlim (1994), outro dia no Encontro de Poetas de Língua Latina (1987), no México, ou presente num encontro de escritores latino-americanos em Israel (1986), ou participando no International Writing Program, em Iowa (1968), Affonso Romano de Sant’Anna tem reunido, através de sua vida e obra, a ação à palavra. Foi assim quando, em 1973, organizou na PUC-Rio a EXPOESIA, que congregou 600 poetas desafiando a ditadura e abrindo espaço para a poesia marginal; foi assim em 1963, no início de sua vida literária, quando se tornou um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Com esse mesmo espírito de aglutinar e promover seus pares, criou, em 1991, a revista Poesia Sempre, que divulgou a poesia brasileira no exterior e foi lançada tanto na Dinamarca quanto em Paris, tanto em San Francisco quanto Nova York, incluindo também as principais capitais latino-americanas.

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