Como Me Tornei Estúpido

Como Me Tornei Estúpido

Coleção O legado de Orïsha #1

Autor: MARTIN PAGE

Preço: R$ 26,50

160 pp. | 12x18 cm

ISBN: 85-3251837-0

Assuntos: Ficção – Romance/Novela

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 17,00

E-ISBN: 978-85-8122-454-1

A ignorância é um dom para Antoine, personagem principal da sátira de Martin Page, Como me tornei estúpido. Para o jovem estudante de aramaico, filho de pai birmanês e mãe bretã, a inteligência e a consciência crítica se transformam em empecilhos para alcançar a felicidade na sociedade atual. Por isso, o anti-herói criado pelo autor francês decide investir na idiotice como forma de sobrevivência: do alcoolismo ao antidepressivo, ele tenta todos os meios possíveis para se tornar uma nulidade. O livro é um caso extremo e bem-humorado de rebeldia contra uma sociedade que exige a estupidez como passaporte e oferece a massificação como recompensa. Como me tornei estúpido faz parte do Safra XXI, selo lançado em 2004 pela editora Rocco com edição gráfica diferenciada e proposta ousada de lançar autores jovens e talentosos.

Decidido a parar de sofrer por causa de uma consciência que o impede de aceitar as injustiças do mundo, Antoine tenta sem sucesso virar alcoólatra, suicidar-se e até fazer uma cirurgia para retirar uma parte do cérebro. As tentativas frustradas do jovem protagonista são descritas com fina ironia e imagens nonsenses que beiram o surrealismo. Mas a redenção de Antoine vem com o emprego numa corretora de ações de um ex-colega de escola, que junto com o Felizac, antidepressivo receitado pelo seu médico boa-praça, são o antídoto perfeito contra a inteligência e a consciência crítica do rapaz.

O protagonista passa então a freqüentar o mundo dos bem-sucedidos executivos financeiros de Paris, fica milionário de uma hora para outra, e tenta de todas as maneiras se adaptar à sua nova condição – entre outras coisas isso significa comprar, comprar, comprar, enquanto a sua consciência dorme. Mas as peripécias de Antoine não duram muito. Entre um intervalo e outro de Felizac, o herói de Page fica vulnerável ao seu próprio veneno, ou seja, seu cérebro ainda dá sinais de estar vivo e sua dificuldade de sentir-se um membro efetivo da sociedade vem à tona. Até que o "resgate" de fato acontece, de uma forma nada convencional, para concluir, depois de uma série de experiências que beiram o surreal, a história engendrada pela imaginação fértil do autor.

Como me tornei estúpido é uma agradável surpresa com sotaque parisiense, mas levanta questões universais. O livro faz uma crítica afiada ao consumismo e ao pretenso livre-arbítrio que torna todos semelhantes na sociedade de massa. Martin Page possui uma escrita saborosa, recheada de citações e referências, em especial ao cinema. Influência confessa do surrealista Boris Vian, comparado pela crítica a Tchekov e Jane Auster, considerado por outros uma versão atual de Voltaire e seu Cândido, o otimista, a estréia do jovem francês é um sopro de humor e vitalidade na prosa francesa atual.

Comentários da crítica:

"Uma harmoniosa e surpreendente mistura de otimismo e niilismo"

La Vie Magazine

"Filho de pai birmanês e mãe bretã, dono de um currículo universitário labiríntico, Antoine recusa-se a deixar-se engolir por uma sociedade em que até mesmo as pesquisas de opinião não admitem opiniões. Decide, então, encontrar o caminho da nulificação pela idiotice. Essa empreitada rumo à cretinice, que consiste em se empenhar na transformação em um ninguém, não é para qualquer um… Deste percurso do Ser ao Nada, completamente surpreendente e absurdo, Martin Page fez um romance coberto de razões e que revela um escritor que domina seu estilo tão bem quanto seu humor fino e sutil."

Le Monde

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O AUTOR

Martin Page nasceu em 7 de fevereiro de 1975. Ele estudou antropologia e trabalhou durante alguns anos em empresas empenhadas em lucros e desinteressadas em gente, Adora o cinema de Cronemberg, Burton e Branagh. Convencido de que a escrita não exige a convivência em ambientes hostis, Page tenta, até hoje, e desesperadamente, levar uma vida tranquila. Seu primeiro romance, Como me tornei uma pessoa estúpida, foi enorme sucesso de crítica e de público em todo o mundo. Dele, a Rocco também publicou no Brasil A gente se acostuma com o fim do mundo e Talvez uma história de amor. Maiores informações sobre o autor em seu site: www.martin-page.fr.

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