Cabala e a arte de apreciação do afeto

Autor: NILTON BONDER

144 pp. | 14x19 cm

Assuntos: não ficção brasileira; auto-ajuda; comportamento

Selo: Editora Rocco

Impresso

ISBN: 978-65-5532-198-2

Preço: R$ 44,90

Dando sequência à série Reflexos e Refrações, permeada dos ensinamentos sapienciais da cabala, este quinto volume – Cabala e a arte de apreciação do afeto – aborda questões relacionadas aos afetos e como os apreciamos, revelando aspectos profundos do funcionamento do ser humano.

Do que somos feitos nós, seres humanos, tal que nos distinguimos de tudo o mais que povoa o universo? Se nos tempos atuais o estudo da mente toma o nome de Psicologia, em todas as culturas encontramos uma visão da natureza humana, a qual se coaduna com as ideias daquela civilização sobre o que é, ou seja, sobre a realidade em geral.

Do ponto de vista psicológico, um fator que singulariza a vasta literatura judaica é o seu robusto realismo: sendo a psique humana constituída por forças e tendências contraditórias, todos e cada um dos seus componentes são indispensáveis ao seu funcionamento adequado. Esta tese leva em conta que os impulsos fundamentais não podem ser suprimidos – não somos anjos – e, por isso, toda tentativa ascética de silenciá-los está fadada ao fracasso.

Por outro lado, para que seja possível a vida em sociedade é necessário que eles sejam submetidos a um processo “educativo” ou “civilizatório” – sinônimos sob a pena de Bonder – e é justamente a interação paradoxal entre ambas as vertentes o fio condutor das análises que nos aguardam no decorrer destas páginas.

Como bússola, elas tomam a distinção entre existir e viver, o primeiro sendo o modo de ser dos seres inanimados, plantas e animais.

No nosso caso, porém, a ele se acrescenta a vida propriamente dita, que consiste na dinâmica dos afetos. A palavra afeto não designa aqui o “terno” (“afetuoso”), mas a força com que algo impacta outro algo, e em particular o que faz com que um ato humano produza efeitos tanto em quem o realiza quanto naquele ou naqueles a quem é dirigido. Por sua vez, os afetos são constantemente objeto de apreciação, isto é, de uma avaliação, que a razão e a consciência efetuam por meio de comparações calcadas em valores e princípios.

Com esses instrumentos de base, Bonder vai construindo em linguagem clara e acessível um sistema de conceitos para situar as várias dimensões em que operam os impulsos fundamentais. Cada momento da argumentação é ilustrado com uma história, parábola ou frase extraída da literatura rabínica, que o autor interpreta com criatividade e sutileza.

Assim, do Talmude aos rebes hassídicos e a filósofos como Martin Buber, descortinamos um panorama ao mesmo tempo exigente do ponto de vista ético e tolerante frente à fragilidade intrínseca de quem foi feito “do pó da terra”. O ápice desse percurso pelos mecanismos da alma é a discussão do vínculo, a forma mais elevada de relacionamento de que somos capazes. E por quê? Porque “há respostas e revelações no outro que você jamais conhecerá em si”.

Comente  
Instagram

O AUTOR

Rabino da Congregação Judaica do Brasil, Nilton Bonder se destacou internacionalmente como um dos maiores intérpretes literários da antiga sabedoria judaica e também como um ativo defensor e promotor do ecumenismo religioso, atributos que fazem com que seus livros sensibilizem leitores das mais diferentes culturas e nacionalidades.
 
Nilton Bonder publicou mais de uma vintena de livros pela Editora Rocco, entre os quais: Exercícios d’Alma; Portais secretos; O sagrado; Tirando os sapatos; Segundas intenções e a trilogia A Cabala da comida; A Cabala do dinheiro; A Cabala da inveja. Sua obra A alma imoral, que deu origem à peça homônima interpretada por Clarice Niskier, é um dos maiores sucessos do teatro brasileiro em todos os tempos, decorridos mais de dez anos de sua estreia.

Página do autor +

LEIA TAMBÉM