Barroco: do Quadrado à Elipse

Barroco: do Quadrado à Elipse

Coleção Guias Cinematográficos Harry Potter

Autor: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

Preço: R$ 47,00

284 pp. | 16x23 cm

ISBN: 85-325-1191-0

Assuntos: História Da Arte/Teoria Da Arte

Selo: Editora Rocco

Com uma linguagem simples e quase didática, sem que isso lhe tire o sabor do estilo, o poeta Affonso Romano de Sant’Anna apresenta um fascinante estudo em Barroco: do quadrado à elipse. O autor, para explicar o tema central do livro — a metamorfose do quadrado renascentista na elipse barroca – utiliza-se de inúmeros e criativos exemplos arquitetônicos, pictóricos, musicais e literários, que conferem à obra um caráter enciclopédico que, longe de afastar o leitor, o coloca mais próximo do assunto estudado.

Desde as primeiras linhas, o livro é original. Estamos em Roma, passeando em seus palácios e monumentos, como por exemplo a igreja Gesù, construída para os jesuítas entre 1568-1584 por Vignola e Della Porta. De repente, num jogo de fuga e contraponto, nos vemos nos confins de Minas Gerais, apreciando as fachadas desenhadas por Aleijadinho. Desta forma, entendemos a maneira barroca de ver o mundo que Affonso Romano de Sant’Anna nos propõe.

Fascinante notar neste ensaio, não fosse seu autor o poeta consagrado que é, as interpretações de obras e escritores os mais distintos, e como elas se adaptam perfeitamente ao tema. Assim, temos desde o padre Antônio Vieira ao contemporâneo José Saramago, passando por clássicos do século 20 como Joyce, Kafka, Borges e García Márquez, os brasileiros Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Osman Lins e até o cineasta Gláuber Rocha, todos em surpreendes análises.

Barroco: do quadrado à elipse é um livro que, nas palavras do próprio Affonso Romano de Sant’Anna, "terá de se desenrolar em vários núcleos, como as volutas. Cada núcleo, ou capítulo, será, ambiguamente, lugar de partida e de chegada. E sua escritura se desenvolverá estruturalmente como uma elipse barroca. (…) Um texto, enfim, obrigatoriamente cultista e inevitavelmente conceitista, que reúne emoção e razão, arte e ciência, história e religião, reinventando a tensão semiótica entre o quadrado e a elipse".

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O AUTOR

Um dia dizendo seus poemas na Irlanda, no Festival Gerald Hopkins (1996), ou na Casa de Bertold Brecht, em Berlim (1994), outro dia no Encontro de Poetas de Língua Latina (1987), no México, ou presente num encontro de escritores latino-americanos em Israel (1986), ou participando no International Writing Program, em Iowa (1968), Affonso Romano de Sant’Anna tem reunido, através de sua vida e obra, a ação à palavra. Foi assim quando, em 1973, organizou na PUC-Rio a EXPOESIA, que congregou 600 poetas desafiando a ditadura e abrindo espaço para a poesia marginal; foi assim em 1963, no início de sua vida literária, quando se tornou um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Com esse mesmo espírito de aglutinar e promover seus pares, criou, em 1991, a revista Poesia Sempre, que divulgou a poesia brasileira no exterior e foi lançada tanto na Dinamarca quanto em Paris, tanto em San Francisco quanto Nova York, incluindo também as principais capitais latino-americanas.

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