Assim Foi (Se Me Parece)

Assim Foi (Se Me Parece)

Coleção Foxcraft

Autor: JOEL RUFINO DOS SANTOS

Preço: R$ 23,00

184 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2388-4

Assuntos: Biografia/Memórias/Diários

Selo: Editora Rocco

Historiador, professor de literatura brasileira, autor de livros infantis, militante socialista e ativista negro, Joel Rufino dos Santos adverte, em nota prévia: “Neste livro menciono de memória diversas pessoas, datas e fatos. É possível ter me enganado aqui e ali. Espero não ter causado, com isso, dano a quem quer que seja. Se for o caso, me desculpo por antecipação.” Sem a ilusão de escrever a verdade e distante do rigor academicista Joel Rufino traz à tona, neste livro de memórias, algumas das passagens mais importantes do passado recente do país. Observador crítico e participante ativo das últimas quatro décadas da vida social e política brasileira, ele registra, para a posteridade, sua própria história. Assim como lhe parece.

Criado em Tomás Coelho, subúrbio do Rio de Janeiro, Joel Rufino ainda era um menino de calças curtas quando as aulas em seu colégio foram subitamente interrompidas após a notícia do suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Apesar da confusão generalizada entre partidários do PTB, da UDN e comunistas, o rapaz de 13 anos mostrava-se desinteressado de política e de pessoas. Seu desejo ainda era ser astrônomo.

Joel Rufino dos Santos só trocaria as estrelas pelo sonho de mudar o mundo depois de ler o livro Introdução à Revolução Brasileira. Ao se debruçar sobre a obra do militar e historiador Nelson Werneck Sodré (1911-1999), o então boy de escritório apaixonado por literatura mergulharia de cabeça no estudo da história do Brasil. Seu engajamento político acontecia justamente às vésperas do golpe civil-militar que alijou João Goulart da presidência da República. Em 1º de abril de 1964, começava um novo capítulo na história de sua geração.

Trabalhando ao lado do mestre Werneck Sodré no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), Joel Rufino logo sofreria as conseqüências de sua participação no livro História nova do Brasil, que propunha, ousadamente, a reforma de base no ensino da disciplina. Perseguido, preso e exilado do país pela ditadura militar, o historiador traz dos sombrios porões policiais a dolorosa memória de homens e mulheres que enfrentaram o pau-de-arara.

Envolvido com os mais conhecidos personagens da história recente do Brasil, Joel sobreviveu aos anos de chumbo e consagrou-se como um dos mais importantes intelectuais do país. Inimigo incansável da injustiça social, ele notabilizou-se pelo envolvimento com o movimento negro, combatendo o racismo e o preconceito racial. Com transparência e humildade, Joel Rufino traz a público, em seu testemunho, a história de toda uma geração. Assim como foi. Ou, pelo menos, registrou a sua memória.

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O AUTOR

Joel Rufino dos Santos é doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), onde leciona literatura. Historiador e romancista, publicou Quando eu Voltei, tive uma surpresa, premiado com o troféu Orígenes Lessa, na categoria Melhor Para o Jovem, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), em 2000, além de Crônicas de indomáveis delírios, Paulo e Virgínia, Quem ama literatura não estuda literatura – Ensaios indisciplinados, Assim foi (se me parece) – Livros, polêmicas e memórias e, mais recentemente, A banheira de Janet Leigh, todos pela Editora Rocco.

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