As Raízes e o Labirinto da  América Latina

As Raízes e o Labirinto da América Latina

Coleção Dorothy tem que morrer

Autor: SILVIANO SANTIAGO

Preço: R$ 31,00

256 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-2087-1

Assuntos: Ciências Sociais E Humanas, Teoria E Crítica Literária

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 21,50

E-ISBN: 978-85-812-2305-6

Em As raízes e o labirinto da América Latina ,seu novo livro, o escritor, ensaísta e crítico literário Silviano Santiago, um dos mais originais e prestigiados pensadores da atualidade, colecionador de vários prêmios como o Jabuti e o Portugal Telecom, parte de Raízes do BrasilO labirinto da solidão, do mexicano Octavio Paz, para sugerir uma nova compreensão do da América Latina. Assim presta uma dupla homenagem aos intelectuais que pensaram o continente e faz uma interpretação inédita de ambos.

A partir dos aparentes protagonistas de cada livro – o barão que definiria o brasileiro pela herança ibérica e, em contraste, o pachuco que definiria o mexicano como um pária -, Santiago nos mostra como os autores rebatem suas próprias premissas e revelam o que ele chama de inconsciente-do-texto. Mais do que o barão, o brasileiro carrega em si o semeador que planta ao acaso – em contraste ao ladrilhador organizado da colonização espanhola. Já em Octavio Paz, a mulher, que no mito mexicano é vista como inferior, acaba se mostrando um espelho do pachuco, uma chance de abertura ao mundo. De uma visão aparentemente preconceituosa da mulher, revela-se a possibilidade de libertação do "labirinto da solidão".

Nesse caminho de revelar o que cada escritor "comanda e o que ele não comanda dos esquemas da língua de que faz uso", Silviano Santiago se apóia em teóricos como Jacques Derrida, e identifica traços do surrealismo no poeta que transcende o ensaísta Octavio Paz e do construtivismo no racionalismo de Sérgio Buarque. Um dos grandes méritos de As raízes e o labirinto da América Latina é esse seu caráter multi e interdisciplinar, a complexidade com que Silviano Santiago une suas facetas de ensaísta, crítico literário e poeta, servindo-se de teoria da literatura, história, arte, filosofia e lingüística para ir além da superfície dos textos.

Mais do que uma interpretação histórica e sociológica para a América Latina, o autor analisa a construção narrativa dos autores. O brasileiro de Sérgio Buarque, em princípio definido positivamente, acaba por revelar a identidade do ócio e do desleixo – características com que o autor dá uma visão singular ao famoso "homem cordial" de Raízes do Brasil . O brasileiro é como o couro, maleável, em contraste ao cobre do hispano-americano analisado por Octavio Paz. No caso de Paz, percebe-se uma convivência no texto de uma marca ideológica e de uma visão vanguardista, esta só aparecendo quando o ensaísta dá lugar ao poeta. De forma magistral, Silviano Santiago deixa ver como, passando a ser poeta, e suplantando a história pela poesia, Paz torna o poeta também objeto de seu texto.

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O AUTOR

Silviano Santiago é um dos mais prolíficos intelectuais brasileiros. Poucos autores conseguiram conjugar tão bem, e de forma tão definitiva, obras ficcionais e críticas. Escritor, poeta, professor, crítico literário e ensaísta, foi três vezes vencedor do Jabuti – com Em liberdade (romance, 1982), Uma história de família (romance, 1993) e Keith Jarrett no Blue Note (contos, 1997). Seu romance Heranças recebeu o Prêmio ABL de Ficção 2009 e ficou entre os finalistas do Jabuti e do Portugal Telecom. Suas obras foram traduzidas para o inglês, francês e espanhol.

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