As Pequenas Mortes

As Pequenas Mortes

Coleção Trilogia O Último Policial

Autor: WESLEY PERES

Preço: R$ 23,50

120 pp. | 13,5x20,5 cm

ISBN: 978-85-325-2829-2

Assuntos: Ficção – Romance/Novela, Ficção Nacional

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 16,50

E-ISBN: 978-85-81222-82-0

Vencedor do Prêmio SESC de Literatura de 2006 com o romance Casa entre vértebras (Record, 2007), e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2008, o psicanalista goiano Wesley Peres chega ao catálogo da Rocco com o romance As pequenas mortes. Com extraordinário manejo da linguagem, As pequenas mortes é um romance que flerta com a teoria ao falar de um tema caro à psicanálise: o corpo, com suas reverberações de dor e prazer, capaz de revirar a linguagem. 

No livro, sexo e câncer são o que move o músico e pretenso escritor Felipe Werle. Natural de Goiânia, ele é obcecado pela ideia do câncer como morte natural que se alastra pela população depois da contaminação pelo Césio 137, em 1987.  A tragédia foi “um pequeno imenso holocausto, um sacrifício consumado pelo fogo”.

Felipe vive uma vida angustiada, repleta de desejos – na maioria proibidos ou proibitivos.  Cansado da vida de músico, ele resolve exorcizar seus prazeres e obsessões em um livro.  E é esse processo que o leitor é convidado a acompanhar.

A biografia deste músico desconhecido é permeada de obsessões: por música, por mulheres e pela ideia de que fora contaminado pelo Césio 137, “naquele ano em que Goiânia esteve entranhada de um azul que não se vê”.  Música, amor e câncer são suas pequenas mortes, as mortes de que morre todos os dias de sua vida.

Peres mergulha fundo na construção deste personagem, que, muitas vezes, escreve como pensa, em fluxo de pensamentos, de forma agressiva, rápida e caótica: “Preciso da velocidade de um pesadelo”, como diz o narrador.  É possível sentir em cada linha da prosa do autor a angústia que é ser e viver como Felipe Werle: o trauma pela morte do irmão – de câncer –, o amor por Ana, sua colega de escola, temperado pelo conflito, apego e, ao mesmo tempo, desprezo por essa mulher que tem tanto poder sobre ele, mas a quem ele trai. 

A morte está sempre presente, um temor que se mistura a um certo desejo de que o câncer se instale.  Goiânia é um grande futuro cemitério. E fé… ter fé em quê?  “Deus não é um criador, mas um destruidor. Encontrou o mundo pronto e não se cansa de destruí-lo, de insuflar-lhe pequenas mortes em tudo e em cada coisa”, escreve o autor na voz do narrador. E a música é o horror que personifica esse Deus que Werle tanto rejeita.

A pulsão de vida é a libido incontrolável deste músico que deseja o sexo e persegue a morte. As mulheres, a quem ele vê por partes – peitos, coxas –, são sua oportunidade de despejar o desejo que flui por seu corpo, sempre pronto a morrer. “O corpo administra-se em pequenas mortes, abisma-se de um modo organizado, o seu impulso à morte, impulso metacorporal, nele nem Deus interfere”, acredita.

As pequenas mortes é uma viagem pela mente de um homem que vive – que quer viver – ao máximo todos os seus desejos, todos os seus impulsos, todas as suas pulsões.

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O AUTOR

Wesley Peres é autor do romance Casa entre vértebras (Record, 2007), vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2006, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2008 e indicado ao Portugal Telecom 2008. Publicou ainda os seguintes livros de poesia: Palimpsestos (Editora da UFG, 2007) e Rio revoando (USP/Com-Arte 2003). É um dos criadores da revista virtual de poesia e arte Mallarmargens (www.mallarmargens.com). As pequenas mortes é seu primeiro romance pela Rocco.

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MÍDIA

Tigre, tigre
Entrevista com a autora (Revista Época)

Tigre, tigre
Matéria pubiucada no Estado de Minas

Tigre, tigre
Matéria pulicada no Correio Braziliense