Arquitetura de um Sonho

Arquitetura de um Sonho

Coleção Foxcraft

Autor: NANCY HORAN

Preço: R$ 54,00

432 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2379-2

Assuntos: Ficção – Romance/Novela

Selo: Editora Rocco

A norte-americana Martha “Mamah” Borthwick Cheney é uma mulher disposta a romper convenções: no início do século XX, ela é partidária do feminismo, luta pela igualdade entre homens e mulheres no trabalho e, principalmente, nos direitos civis. Seu comportamento é ainda mais vanguardista no campo do afeto, onde Mamah protagoniza sua maior batalha e testa todas as limitações – as da conservadora sociedade em que vive e as suas próprias. Casada e mãe de dois filhos, Mamah se apaixona pelo arquiteto em ascensão – mas ainda longe de ser uma lenda – Frank Lloyd Wright. Um amor fulminante que vai fazê-la tomar a mais chocante das atitudes para a época: deixar sua família para viver esse sentimento de forma plena. Atitude que terá conseqüências dolorosas para ela e todos que serão de alguma forma atingidos por esta decisão.

Arquitetura de um sonho – O romance de Frank Lloyd Wright, romance de estréia da jornalista americana Nancy Horan, é um livro sobre a construção de um sentimento, sobre medo e ignorância, coragem e descoberta. É uma obra de ficção baseada em fatos reais: a relação entre Frank Lloyd Wright e uma de suas clientes, Mamah Borthwick Cheney. Em 1903, Mamah, com o marido Edwin Cheney, contrataram Wright para projetar uma casa para a família deles em East Avenue, em Oak Park – cidade próxima de Chicago – em Illinois. Este livro retrata o período que vai de 1907 a 1914, no qual floresceu o caso entre Wright e Mamah.

Mamah é a heroína deste romance. A personalidade marcante de Frank, que ocupa todo o espaço em que ele está presente, fascina e seduz a todos, e Mamah não ficou imune a ele. O que ela não imaginava é que Frank também a tivesse percebido, a mulher casada com aspirações que iam, no entanto, muito além de ser mãe e dona-de-casa. Os sentimentos, a princípio contidos e condenáveis, vão ficando cada vez mais poderosos e irresistíveis.

A autora se preocupa em passar para o leitor de Arquitetura de um sonho todos os dilemas de Mamah na aceitação de suas emoções e torna o leitor cúmplice desta mulher cujo único pecado foi ser fiel a ela mesma e a seus sentimentos. Toda a primeira parte do livro é dedicada ao nascimento desta relação, cheia de culpas e conflitos, da qual os dois não abrem mão, e que culmina na viagem da dupla para uma longa temporada na Europa.

Lá, a dor de estar longe dos filhos aperta e ela encontra alento ao conhecer na França a escritora sueca Ellen Key, cujas obras sobre o feminismo sempre inspiraram Mamah. A proximidade com a autora rende para ela um trabalho – ser tradutora das obras de Ellen nos Estados Unidos – e uma amiga com quem pode dividir suas dúvidas a respeito da decisão que tomou.

A temporada na Europa também serve para Mamah descobrir que o fascinante Frank Lloyd Wright tem típicas falhas comuns a qualquer ser humano: ele permite que sua genialidade o deixe arrogante e irresponsável, e sua obsessão pela beleza – e por obter objetos belos – o transforma num consumista inveterado que não tem controle algum de suas finanças, deixo-o freqüentemente endividado. Estes defeitos, do qual ele não se dá conta, ficam mais presentes quando o casal volta para os Estados Unidos, para viver na casa que ele pretende construir, o Taliesin, em Wisconsin. Mas, mais que construir casas, Frank Lloyd Wright aprenderá com Mamah a construir uma relação e ter um olhar mais voltado para seus próprios defeitos e para o sofrimento que eles causam nos outros a seu redor.

O período em Taliesin – onde Frank Lloyd Wright usa todos os princípios de sua arquitetura orgânica, que integra a natureza ao lar – é também o amadurecimento de um relacionamento que será testado ao limite. Administrando uma plêiade de empregados – todos homens e conservadores – Mamah deve conquistar sua confiança e respeito como dona-da-casa, apesar de todos a terem, eles e os habitantes da região, como uma destruidora de lares, denominação até respeitosa ao lado dos outros com que ela foi nomeada. Perseguida pela imprensa local, Mamah tem o nome jogado na lama. Apesar de Frank também ter largado sua família – ele era casado e tinha seis filhos – é ela a única transformada em vilã, mesmo com o marido tendo lhe concedido amigavelmente o divórcio e o direito a ver os filhos. Um retrato de uma sociedade machista e conservadora que leva a um trágico desfecho.

Quase ausente dos livros de História e apenas citada nas biografias de Frank Lloyd Wright, Mamah foi descoberta pela autora – que morou por 24 anos em Oak Park, cenário de várias criações do arquiteto – em uma excursão pelas casas da região, quando os guias explicaram veladamente – sem citar o nome de Mamah – porque Frank saiu da casa da família em 1909 e nunca mais voltou a morar com ela desde então: ele havia partido para a Europa com a mulher de um cliente. Curiosa pela figura desta mulher misteriosa, a autora levou sete anos para escrever e pesquisar sobre a vida de Mamah, incluindo a descoberta, em 2001, de nove cartas que Mamah escreveu para Ellen Key, guardadas na coleção da autora feminista na Biblioteca Real da Suécia. Ali estavam registradas, além das questões pertinentes ao trabalho de Mamah como tradutora das obras de Ellen, relatos confessionais de seus sentimentos, valores e comportamentos – que se transformaram na base que Nancy usou para construir a forte personalidade de sua trágica heroína.

 

Arquitetura de um sonho se passa no mesmo período do clássico moderno de E. L. Doctorow, Ragtime – a década anterior à 1ª Guerra Mundial – e recria a bem-sucedida mistura de fato e ficção em torno do tema da emancipação feminina. Os diálogos entre Mamah e Frank, bem como todos os demais, soam naturais e verossímeis, desvelando múltiplas camadas de suas personalidades e vidas profissionais, flertando com temas como a poesia, a tradução, a arquitetura, o idealismo, o amor e a família”

The New York Times Book Review

Um drama arrebatador. Arquitetura de um sonho humaniza seus protagonistas de tal forma que os desvela inteiramente para os leitores. Verdadeiro trabalho de ourivesaria da ficção”

The New York Times

“O melhor do romance é a forma que Nancy Horan dá à personagem de Mamah Cheney. O leitor se emociona com a protagonista, acompanha as implicações morais da difícil escolha entre sacrificar a criação de uma criança ou o amor por um homem genial e genioso. É difícil tomar partido em uma questão tão complexa”

USA Today

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O AUTOR

Nancy Haron, ex-jornalista que viveu muito tempo em Oak Park, Illinois, hoje mora e escreve numa ilha em Puget Sound.

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