A Vida por Viver

A Vida por Viver

Coleção O legado de Orïsha #1

Autor: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

Preço: R$ 32,00

288 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-0807-3

Assuntos: Crônica

Selo: Editora Rocco

Em 1984, Affonso Romano de Sant’Anna enfrentou o desafio de substituir Carlos Drummond de Andrade no espaço jornalístico deixado vago pela morte do poeta. Affonso devia publicar crônicas. Rapidamente ele consolidou sua reputação também neste gênero, e criou um estilo inconfundível, com dose certa de informação, reflexão e poesia na decodificação do cotidiano.

A vida por viver é uma seleção das crônicas de Affonso, publicadas no jornal O Globo desde 1994. Reunidas em nove temas, as crônicas resgatam memórias singelas da infância, refletem sobre amor e amizade, contam deliciosas experiências de viagens; abordam a arte, a política, a própria crônica, a morte de alguns, a vida de outros e as subjetividades menos óbvias do dia-a-dia. A sombra da morte e a consciência da finitude são assuntos particularmente tocantes nessa compilação.

Affonso Romano de Sant’Anna descende da nobre estirpe de cronistas como Rubem Braga, Manuel Bandeira, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, que praticaram este gênero literário em algum momento de suas carreiras ou até a vida inteira. Suas crônicas são as de um observador sensível, culto, que domina a escrita e está atento aos grandes temas, aos fatos de larga influência, bem como às pequenezas da vida.

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O AUTOR

Um dia dizendo seus poemas na Irlanda, no Festival Gerald Hopkins (1996), ou na Casa de Bertold Brecht, em Berlim (1994), outro dia no Encontro de Poetas de Língua Latina (1987), no México, ou presente num encontro de escritores latino-americanos em Israel (1986), ou participando no International Writing Program, em Iowa (1968), Affonso Romano de Sant’Anna tem reunido, através de sua vida e obra, a ação à palavra. Foi assim quando, em 1973, organizou na PUC-Rio a EXPOESIA, que congregou 600 poetas desafiando a ditadura e abrindo espaço para a poesia marginal; foi assim em 1963, no início de sua vida literária, quando se tornou um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Com esse mesmo espírito de aglutinar e promover seus pares, criou, em 1991, a revista Poesia Sempre, que divulgou a poesia brasileira no exterior e foi lançada tanto na Dinamarca quanto em Paris, tanto em San Francisco quanto Nova York, incluindo também as principais capitais latino-americanas.

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