A Libélula dos Seus Oito Anos

A Libélula dos Seus Oito Anos

Coleção O legado de Orïsha #1

Autor: MARTIN PAGE

Preço: R$ 28,00

176 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2584-0

Assuntos: Ficção – Romance/Novela

Selo: Editora Rocco

A excentricidade de seus personagens talvez seja a característica mais marcante de A libélula dos seus oito anos, a nova obra de Martin Page. Escrito numa narrativa quase sempre sarcástica, o romance traz figuras que fogem completamente ao usual, e que só se tornam críveis por conta da riqueza de detalhes psicológicos com que são descritos e por terem sido “descobertos” nos recantos da tampouco usual Paris.

Por trás de Fio Régale, uma jovem que aprendeu desde cedo as infelicidades da vida, se esconde uma pessoa simples e muito pragmática, com uma incrível capacidade para a pintura e inigualável aptidão para enxergar o mundo ao seu redor. Ela gosta de neve e chá sem açúcar, e chantageia pessoas ameaçando tornar públicos seus segredos, os quais ela finge conhecer. Com isso, consegue dinheiro suficiente para se sustentar.

Por conta dessas chantagens, ela passa a conhecer Ambrose Abercombrie, um milionário parisiense e famoso historiador de arte, que se torna uma de suas vítimas. Abercombrie descobre o truque de Fio, mas, em vez de denunciá-la, pede à jovem apenas que lhe “alugue” seus quadros, encantado que fica pelo seu trabalho como pintora.

O enredo traz ainda Zora, uma ex-modelo que, de tanto odiar ter vizinhos, é proprietária dos 24 apartamentos do prédio onde vive Fio. Apesar de sua beleza, Zora encarna o “ódio dos infelizes” e despreza a hipocrisia e a mentira humanas. Todo o seu rancor pode ser medido por um de seus passatempos prediletos: atirar nos eletrodomésticos e nas paredes dos apartamentos com uma Beretta. Para a ex-modelo, a razão de fazer tantos furos em objetos inanimados era simples: “se atirasse em pessoas, seria presa”. Aos poucos, Zora e Fio se tornam melhores amigas.

Page penetra fundo no lado desumano da arte, um mundo que envolve falsidade, inveja, egocentrismo e arrogância. Essa faceta obscura dos marchands, dos críticos e dos artistas, para uma pessoa com a pureza de Fio, será como um mergulho em águas turvas e desconhecidas. O resultado é um romance único, irresistível e nada banal, sobre a banalidade da vida, urdido com o humor, a delicadeza e a desesperança tão peculiares do autor.

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O AUTOR

Martin Page nasceu em 7 de fevereiro de 1975. Ele estudou antropologia e trabalhou durante alguns anos em empresas empenhadas em lucros e desinteressadas em gente, Adora o cinema de Cronemberg, Burton e Branagh. Convencido de que a escrita não exige a convivência em ambientes hostis, Page tenta, até hoje, e desesperadamente, levar uma vida tranquila. Seu primeiro romance, Como me tornei uma pessoa estúpida, foi enorme sucesso de crítica e de público em todo o mundo. Dele, a Rocco também publicou no Brasil A gente se acostuma com o fim do mundo e Talvez uma história de amor. Maiores informações sobre o autor em seu site: www.martin-page.fr.

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