A Jogadora de Go

A Jogadora de Go

Coleção DC Super Hero Girls

Autor: SHAN SA

Preço: R$ 29,00

204 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1693-9

Assuntos: Ficção – Romance/Novela

Selo: Editora Rocco

A jovem Shan Sa, chinesa radicada na França, aporta no Brasil com A jogadora de go. Considerada – ao lado de Dave Eggers e Monica Ali, entre outros autores contemporâneos – um dos principais nomes da nova geração de escritores, vem colecionando prêmios (entre eles o Prix Goncourt du Premier Roman) desde que começou a se dedicar à literatura. Com A jogadora de go, porém, conseguiu ir ainda mais longe: além de ter conquistado os prestigiados Prix Goncourt dês Lycéens e o Kiriyama Book Prize, Shan Sa teve seu trabalho traduzido e exaltado em todo o mundo.

O go é um jogo de tabuleiro que surgiu na China há cerca de quatro mil anos e chegou a ser visto  ao lado da música, da poesia e da caligrafia – como uma das grandes realizações daquele povo. Muitos são capazes de enxergar no movimento de suas peças os mesmos labirintos e surpresas presentes na vida. Nas palavras da personagem principal do romance A jogadora de go, "a posição de um peão evolui à medida que se deslocam os outros. A relação entre eles, cada vez mais complexa, transforma-se e jamais corresponde exatamente àquilo que se planejou. (…) O go é o jogo da mentira. Cerca-se o inimigo com quimeras em nome dessa única verdade que é a morte".

A jogadora de go conta a história de uma menina e de um rapaz. Ela é uma estudante chinesa de 16 anos conhecida por ser imbatível no masculino mundo do go. Toda tarde, na praça dos Mil Ventos, a moça exerce suas habilidades e busca um adversário à sua altura. Imersa em seu tabuleiro e alheia à realidade que a cerca, acabou sendo apelidada por suas colegas de escola como "a estrangeira". Seus pensamentos e sentimentos estão completamente atrelados aos lances do jogo. É aquele o único lugar onde consegue se expressar.
Ele é um obstinado soldado japonês em missão na China que está disposto a matar e morrer por seu país. Cumprindo ordens superiores, vai até a praça dos Mil Ventos com o objetivo de tentar descobrir se um suposto ideal revolucionário realmente se espalha pelos jogadores de go que ali costumam se reunir. Disfarçado, senta à frente de um tabuleiro e espera que alguém se aproxime. Ele é "o desconhecido".

Ao redor de uma mesa de go, a estrangeira e o desconhecido se transformam em habilidosos oponentes. Seus olhares mal se encontram, seus corpos nunca se tocam e pouquíssimas palavras são trocadas. A despeito de tudo isso, os dois se tornam mais íntimos a cada nova rodada. Do jogo nasce um amor que só será capaz de seguir em frente dentro daquele universo lúdico. No lado de fora, há apenas a dor e a impossibilidade da realização de qualquer desejo. Os caminhos existentes em um jogo de go, no entanto, são infinitos.

Enquanto os peões pretos e brancos vão avançando em suas casas, a guerra entre a China e o Japão torna-se cada vez mais violenta. O lance derradeiro se dará no coração de Pequim, onde, utilizando seus próprios corpos como peças, a estrangeira e o desconhecido serão obrigados a pôr em prova tudo o que aprenderam no go. Após o término de um jogo sujo, não existirão vencedores nem derrotados: a estrangeira e o desconhecido serão apenas dois competidores à espera do início de uma nova e honrosa partida.

A escritora Shan Sa, a partir de frases curtas e secas, dá a sua visão de acontecimentos históricos – o terremoto de Tóquio e a invasão da Manchúria pelos japoneses – e possibilita que o distante Oriente assuma um caráter absolutamente universal. As emoções são a mesmas em todas as nações e em qualquer cultura – por isso A jogadora de go é tanto um perturbador relato de guerra e morte quanto uma belíssima história de amor e aprendizado.

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O AUTOR

Poetisa, calígrafa e romancista, Shan Sa nasceu em Beijing em 26 de outubro de 1972. Seu futuro como escritora começou aos 12 anos, quando recebeu seu primeiro prêmio numa competição nacional de poesias. Terminou seus estudos secundários em 1990. Depois da revolta dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em que inúmeros de seus amigos foram presos ou mortos, foi para Paris, graças a uma bolsa do governo francês, onde adotou a língua e fixou-se definitivamente. Por sua obra, Shan Sa recebeu, entre outros prêmios de prestígio, o Goncourt e o Cazes.

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