A Cegueira e o Saber

A Cegueira e o Saber

Coleção Trilogia O Último Policial

Autor: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

Preço: R$ 36,00

312 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-3252099-5

Assuntos: Crônica

Selo: Editora Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 25,00

E-ISBN: 978-85-64126-57-2

Autor premiado com o Jabuti de melhor livro de poesia de 2005 com Vestígios – uma reflexão sobre a existência, as incoerências da vida e a impermanência das coisas – Affonso Romano de Sant’Anna retorna à prosa nesta coletânea de crônicas sobre cultura, arte, literatura e mercado editorial. Inspirado pela fábula A nova roupa do imperador, de Hans Christian Andersen, e outros textos que discutem a aparente cegueira da humanidade, os ensaios deste livro falam sobre a perplexidade do homem diante da vida e da cultura contemporâneas.

Nas seis primeiras crônicas, que dão título ao livro, o autor seleciona lendas, mitos e textos literários sobre o "intrigante tópico da cegueira e do (não) saber", como o Ensaio sobre a cegueira, de Saramago, Em terra de cego, conto de H. G. Wells, A carta roubada, de Poe, A nova roupa do imperador, de Andersen, entre outros, para apresentar os vários aspectos do ver e do não-ver – a cegueira como uma praga temporária, a visão arrogante que não enxerga o óbvio, o pacto social em torno do não-ver, a sabedoria que ilumina a vida interior, o desafio de ver o mundo com novos olhos.

Affonso Romano de Sant´Anna também fala sobre os percalços da carreira de escritor, às voltas com a folha em branco ou com as sucessivas recusas dos editores à publicação. Ele dá exemplos como o de Marcel Proust, que precisou bancar a publicação de Em busca do tempo perdido por não encontrar uma editora disposta a publicá-lo. O autor dialoga ainda com a obra A grande recusa, de Mario Baudino. Em seu livro, o italiano conta a história das sucessivas negativas recebidas por grandes escritores como Scott Fitzgerald, James Joyce, D. H. Lawrence, Hemingway e muitos outros.

Merecem especial referência também a seqüência das seis crônicas intituladas "Real Romance de M. Haritoff", que narram a história de um amor fulminante, a respeito do qual o autor deseja que, "um dia, alguém com mais competências e fôlego retomará para alimentar com um pouco mais de verdade o nosso insaciável imaginário", e "Um judeu, um palestino", "Os cabelos de Clarice" e "Outro Cabral, barroco". Neste livro, Affonso Romano de Sant´Anna atinge plenamente o que pretende com a sua crônica literária: "o texto que sendo necessariamente culto não agrida o leitor".

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O AUTOR

Um dia dizendo seus poemas na Irlanda, no Festival Gerald Hopkins (1996), ou na Casa de Bertold Brecht, em Berlim (1994), outro dia no Encontro de Poetas de Língua Latina (1987), no México, ou presente num encontro de escritores latino-americanos em Israel (1986), ou participando no International Writing Program, em Iowa (1968), Affonso Romano de Sant’Anna tem reunido, através de sua vida e obra, a ação à palavra. Foi assim quando, em 1973, organizou na PUC-Rio a EXPOESIA, que congregou 600 poetas desafiando a ditadura e abrindo espaço para a poesia marginal; foi assim em 1963, no início de sua vida literária, quando se tornou um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Com esse mesmo espírito de aglutinar e promover seus pares, criou, em 1991, a revista Poesia Sempre, que divulgou a poesia brasileira no exterior e foi lançada tanto na Dinamarca quanto em Paris, tanto em San Francisco quanto Nova York, incluindo também as principais capitais latino-americanas.

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