Capa do livro Garota Fora do Jogo

Garota Fora do Jogo

A Cultura da Agressão Oculta Entre Meninas

Autor: rachel simmons

Tradução: Talita M. Rodrigues

Preço: R$ 44,00

336 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1697-1

Assuntos: EDUCAÇÃO/PEDAGOGIA

Selo: Rocco

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Garota fora do jogo - A cultura oculta da agressão nas meninas, de Rachel Simons, é um livro revelador - no mínimo. Isso porque discute um assunto polêmico, o bullying, termo utilizado para definir a tiranização, a ameaça, a intimidação e a opressão exercidas por crianças e adolescentes. E mais: fala desse tema enfocando um universo que costuma ser relegado a segundo plano quando o assunto é agressão - o das meninas. Pais, professores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes vão encontrar nessa leitura uma arma poderosa para entender e combater o problema. Resultado de um estudo pioneiro de Rachel Simons, o livro, que faz parte da série Pais, Tais e Profissionais, começou a ser elaborado de maneira informal: a partir de depoimentos de amigas da cientista política norte-americana. Quando foi publicado nos Estados Unidos, Garota fora do jogo ficou várias semanas na lista dos dez livros mais vendidos do The New York Times.

Muito se fala sobre violência nas escolas – meninos que surram colegas ou levam armas para a sala de aula. Mas e as meninas? Será que não há maldades no universo feminino infanto-juvenil? É claro que há. Só que ninguém vê. Em geral, as garotas não deixam rastros de violência, destruição e vandalismo. Sua agressividade é indireta, não-física, dissimulada. Segundo as pesquisas feitas por Rachel Simons, elas normalmente preferem usar a maledicência, a exclusão, a fofoca, apelidos maldosos e manipulações para infligir sofrimento psicológico às vítimas. Seus métodos são quase invisíveis ao olhar dos pais e professores mais atentos, já que as garotas dificilmente se metem em ruidosas rodas de briga. O mais comum é que elas atinjam suas vítimas espalhando boatos, passando bilhetinhos, disparando olhares coercivos, conspirando, jogando as colegas umas contra as outras. O bullying feminino, embora menos visível, é tão destrutivo quanto o masculino, ou até mais, pois a auto-estima da vítima é aniquilada sem que o problema seja discutido na escola, em casa, nos meios de comunicação ou no universo acadêmico.

Rachel Simmons iniciou sua pesquisa de modo informal. Ao se dar conta de que não havia bibliografia sobre o assunto, ela enviou um e-mail para todas as mulheres que conhecia, com indagações simples como "Você já foi atormentada ou provocada por outra menina? Explique como foi isso. Que influência isso teve na sua vida até hoje?". As destinatárias repassaram a mensagem para outras amigas e, em 24 horas, o correio eletrônico de Rachel ficou abarrotado de respostas emocionadas e cheias de detalhes. Isso a estimulou a debater o tema nas escolas, com meninas de 11 a 14 anos. Quando o farto material recolhido lhe deu a idéia de escrever um livro, ela decidiu passar um ano aprofundando a pesquisa em dez instituições de ensino de diferentes regiões dos EUA, entrevistando alunas, pais, professores e funcionários, enquanto promovia discussões em salas de aula. Rachel também entrevistou cerca de 50 mulheres adultas de fora do círculo escolar.

Em Garota fora do jogo, a autora explora a dinâmica da crueldade emocional entre amigas íntimas. O que faz com que uma menina conspire contra outra? E por que a vítima tem dificuldade para se desvencilhar da agressora? Muitas preferem ser maltratadas a ser ignoradas, ter falsas amigas a não ter amiga alguma. Por que elas mantêm o ciúme e a competição em segredo? Rachel Simmons aproveita para rever o conceito de garota popular, tão precioso às adolescentes. "Neste mundo, a amizade é uma arma, e a dor provocada por um grito não é nada em comparação com um dia de silêncio de alguém. Não há gesto mais devastador do que um dar as costas", explica a autora, que acredita ser tão importante discutir o bullying quanto o estupro, a violência doméstica e a saúde da mulher.

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O AUTOR

Rachel Simmons formou-se no Vassar College, onde cursou Ciências Políticas e Estudos Femininos. Bolsista de Rhodes, ela iniciou sua pesquisa sobre bullying feminino e psicologia das meninas ainda na Universidade de Oxford. Hoje, ela é a maior autoridade – se não a única – no assunto, com uma agenda lotada de debates, conferências e entrevistas. Trabalhou com política em Washington D. C. (na campanha do senador Charles E. Schumer) e na cidade de Nova York (ao lado do prefeito Rudolph Giuliani). É treinadora nacional do Ophelia Project, fundação que combate a violência nas escolas americanas. Atualmente, mora no Brooklyn.

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