Capa do livro História da Filosofia Moderna, Vol. 2

História da Filosofia Moderna, Vol. 2

De Descartes a Kant

Autor: luciano de crescenzo

Tradução: Mario Fondelli

Preço: R$ 29,00

172 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2239-9

Assuntos: FILOSOFIA

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 20,50

E-ISBN: 978-85-81220-84-0

“Fazer troça da filosofia é o verdadeiro filosofar.”

Blaise Pascal, Pensamentos, 4

 

Um belo cargo de diretor à frente de uma grande empresa. Um belo salário de um milhão de liras. Tudo isso abandonado pela literatura – sob o viés da filosofia, especificamente. A estabilidade, trocada pela aventura literária e o amor filosófico, resume-se, hoje, em uma obra cujas vendas ultrapassam os 18 milhões de exemplares em 25 países, com traduções em 19 idiomas – já são 23 os livros do italiano Luciano De Crescenzo sobre a filosofia, tratada sem complicações, de maneira acessível e palatável, mesmo para leigos no assunto. Em História da filosofia moderna – De Descartes a Kant, vol. 2, quinto título da série sobre a história da filosofia com um olhar contemporâneo e mais próximo do cotidiano, o autor joga a lente de sua lupa analítica sobre 34 pensadores da filosofia dita “moderna”, afastada do ranço medieval e, portanto, sem a influência daqueles séculos obscuros sob comando da Igreja.

Segundo De Crescenzo, “filosofia moderna” subentende-se por uma expressão que junta o advérbio modo, que significa “agora”, e o adjetivo hodiernus, que quer dizer “atual”. Há, no entanto, para complicar, uma filosofia ainda mais recente, denominada “contemporânea”. Em termos de data, pode-se dizer, de modo aproximado, que a filosofia pode ser dividida em quatro partes básicas: a grega, vai de 700 a.C. a 400 a.C., a medieval, que inicia em 400 e finda em 1400, a moderna que compreende o período entre 1400 e 1800, e, finalmente, a contemporânea, que começa em 1800 e dura até os dias de hoje. Quem marca a virada entre as duas filosofias modernas – uma, sob a sombra da religião, e a outra, sob o espectro da cisão definitiva entre fé e ciência – é René Descartes (do Discurso sobre o método, da fusão da álgebra com a geometria, da máxima “penso, logo existo”) .

A partir de Descartes, Luciano De Crescenzo desfila seu olhar, com leveza, síntese e bom humor, sobre a vida e a obra, mais casos curiosos, de nomes cujos pensamentos dão corpo a um dos períodos mais férteis do pensamento ocidental, o Iluminismo: Thomas Hobbes (autor do clássico político Leviatã, em que diz “o homem é o lobo do homem”), Blaise de Pascal (pai dos Pensamentos, livro que reúne 948 reflexões diversas), Isaac Newton (da maçã que, num surto de “eureka!”, revolucionou o campo da Física), Christian Wolff (da “liberdade filosófica”, única capaz de tornar o homem feliz), George Berkeley (que afirmava serem todas as qualidades subjetivas), Montesquieu (autor do clássico O espírito das leis, onde afirma que os criminosos devem pagar por seus pecados até seus últimos dias), D’Alembert (do pensamento especulativo), Voltaire (figura máxima iluminista), David Hume (o maior dos empiristas), Marquês de Sade (filósofo na opinião de De Crescenzo), Immanuel Kant (pai de A crítica da razão pura), entre tantos outros.

Contextualizando a filosofia de cada pensador com um pé na atualidade e a cabeça no presente, De Crescenzo aproxima os leitores – até mesmo os não-iniciados em filosofia e sem resvalar em academicismos desnecessários – do legado teórico e intelectual de grandes homens para a história do pensamento. Inovador, História da filosofia moderna – De Descartes a Kant, vol. 2 é a introdução perfeita para quem deseja mergulhar no oceano de questões e reflexões da filosofia, com uma linguagem leve e fluida como um bom bate-papo – não à toa, nos dias de hoje, a filosofia tornou-se já um tema corriqueiro nas rodas de conversa. Como disse Pascal, “É muito melhor saber alguma coisa sobre tudo do que tudo sobre alguma coisa.”

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O AUTOR

Luciano De Crescenzo nasceu em Nápoles, Itália. Engenheiro, ele trabalhou durante 20 anos na IBM Itália, onde ocupava um cargo de direção. Em 1977, aos 46 anos, publicou seu primeiro livro. No ano seguinte, decidiu abandonar a carreira de engenheiro, que lhe rendia o fabuloso salário de 1 milhão de liras mensais, e passou a se dedicar à arte. Desde então, ele publicou outros 23 livros, traduzidos em 19 idiomas, tendo vendido 18 milhões de exemplares em 25 países. Entre seus títulos de sucesso estão A dúvida e Helena, Helena meu amor, ambos lançados no Brasil pela Rocco. De Crescenzo também fez carreira no cinema italiano: dirigiu quatro filmes, escreveu sete e atuou em oito. Na televisão, foi apresentador de cinco programas.

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