Capa do livro As Revelações Picantes dos Grandes Chefs

As Revelações Picantes dos Grandes Chefs

Autor: irvine welsh

Tradução: Daniel Frazão E Maira Parula

Preço: R$ 39,50

432 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2289-4

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA

Selo: Rocco

Autor de um dos romances fundamentais dos anos 90, Trainspotting, Irvine Welsh está de volta em mais uma narrativa imbatível sobre o submundo britânico. Dessa fez, ele faz uma parábola gótica sobre as grandes obsessões da atualidade – comida, sexo e fama encabeçam a lista – e uma análise brilhante da formação da identidade, da rivalidade masculina e da necessidade de pertencimento neste mundo caótico, em As revelações picantes dos grandes chefs.

O protagonista Danny Skinner divide o tempo entre duas atividades: o emprego no departamento de vigilância sanitária de Edimburgo e a peregrinação diária de bar em bar após o expediente – levando a segunda bem mais a sério do que a primeira. Galanteador, Skinner tem facilidade para impressionar, principalmente as mulheres. Só não acerta quando se trata da própria noiva. Muito diferente de Skinner é o novo funcionário do departamento, Brian Kibby.

Reservado, com um jeito meio nervoso, Kibby faz de tudo para ser bem aceito pelos colegas. Corre tudo bem até ele disputar uma vaga de chefia com Skinner, quando a rivalidade entre eles ganha características inusitadas. Skinner não consegue entender porque sente tanta repulsa por Kibby e este não sabe o que pode ter feito para ser tão odiado por Skinner. Enquanto a situação no escritório se desenvolve, ambos enfrentam seus problemas domésticos: o pai de Kibby morre e Skinner pressiona a mãe, uma punk veterana, para revelar a identidade de seu pai.

A narrativa de Irvine Welsh gira em torno de Skinner, o personagem mais rico da trama, mas, apesar de centrados nele, há capítulos conduzidos por outras figuras, como Kibby, sua mãe Joyce, a irmã Caroline, a colega de trabalho Shannon e a mãe de Skinner, Beverly. É com ela que a história começa, em 20 de janeiro de 1980, dia em que Skinner foi concebido. Traída pelo namorado na noite do show do The Clash, ela sai em busca de outros parceiros para vingar-se – dorme com três e na lista de possíveis companheiros de cama pode estar até o ídolo Joe Strummer, co-fundador da banda.

A dúvida sobre a identidade do pai atormenta Skinner desde a infância, mas agora ele está decidido a descobrir. Sem ajuda da mãe, busca pistas com conhecidos e chega ao restaurante em que, nos anos 1980, aspirantes a chef iniciaram suas carreiras e onde Beverly era garçonete. A procura o leva a San Francisco, na Califórnia. Tudo parece estar transcorrendo de forma ordenada, mas, em um determinado ponto da trama, Irvine Welsh insere algo para quebrar a normalidade, uma virada na história que beira o surreal, mas acaba por prender ainda mais a atenção do leitor. Com isso, surpreende até mesmo os mais habituados ao seu estilo, que mistura humor negro a reviravoltas insólitas.

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O AUTOR

Humor e ironia causticamente refinados. Eis as marcas de Irvine Welsh, aclamado (e controverso) autor de romances, contos, peças e roteiros. Antes de ser escritor, foi técnico de TV, cantor e guitarrista de bandas obscuras de punk rock, e especulador imobiliário. Em 1993, publicou seu primeiro romance,Trainspotting, sobre o submundo dos jovens britânicos viciados em heroína. Sucesso de público e crítica, o livro ganhou as telas em 1996, pelas mãos do diretor Danny Boyle. Natural de Edimburgo, Escócia, Welsh afirma ter nascido em 1958. Outras fontes, porém, citam 1961, e mesmo 1951 — polêmica irrelevante. O que importa é o talento narrativo que o consagrou como um dos mais brilhantes autores britânicos surgidos nos anos 1990.

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