Capa do livro O Matador

O Matador

Autor: patrícia melo

Preço: R$ 36,00

240 pp. | 13x20 cm

ISBN: 978-85-325-2492-8

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 23,50

E-ISBN: 978-85-64126-23-7

Tudo começa numa simples aposta de futebol. Máiquel, um jovem vendedor de carros usados na periferia de São Paulo, erra o palpite e precisa pagar a prenda: tingir o cabelo. Mas um desvio sutil no procedimento acaba por alterar todo o rumo de sua história. Em vez do castanho alourado prometido, o rapaz sai do salão completamente louro, “como esses cantores de rock da Inglaterra”. É este o improvável estopim para a escalada de eventos quase casuais — uma dor de dente, a admiração por uma loja de departamentos, um mal-entendido num bar — que leva Máiquel a se tornar “O matador da Zona Sul”. É assim que Patrícia Melo compõe a aura de violência desbragada de O matador, romance que, juntamente com Acqua toffana, marca a chegada da autora à Rocco. 

Publicado originalmente em 1995 e traduzido para diversas línguas, O matador foi indicado ao Prix Femina, um dos prêmios literários mais importantes da França; conquistou o também francês Deux Océans e o alemão Deutscher Krimi Preis. Em 2003, virou filme com o título de O homem do ano, tendo Murilo Benício no papel de Máiquel, José Henrique Fonseca na direção e ninguém menos que Rubem Fonseca — de quem Patrícia é discípula assumida — assinando o roteiro.

No livro estão algumas das características que fazem da autora uma das escritoras brasileiras mais celebradas atualmente. A narrativa ágil, onde se intercalam onomatopeias, gags televisivas e bordões publicitários, reproduz o cenário urbano no qual a violência é só um elemento a mais do caos cotidiano. Banalizada, a morte mostra-se quase pueril: não mais que o resultado da intervenção, sempre burlesca, do acaso.

É sem nenhum planejamento prévio, afinal, que o frustrado Máiquel, o garoto de vinte e poucos anos que tem vergonha de seus sapatos, vira um profissional do extermínio, com direito a firma, secretária e Opala preto. Estreia no crime ao matar pelas costas um conhecido de bar, após convocá-lo, por puro impulso, para um duelo. Mata a segunda vítima em troca de um tratamento dentário. Logo, torna-se o homem responsável por eliminar os desafetos de uma classe média caricata, afogada em móveis de mogno, tardes na churrascaria e abacaxis tropicais. Enquanto isso, vê-se envolvido num triângulo amoroso que alimenta ainda mais o fluxo de tragédias da história.

O matador desvela com humor corrosivo a engrenagem perversa que converte assassinos em “justiceiros”, celebridades da legislação paralela que rege a convivência na periferia. Quem conduz o fio da meada é a sátira, que não deixa espaço para lições de moral. Nada de mistérios, investigações ou detetives: tudo está já à tona, em exibição. E o ódio é um elemento trivial, quase que como um slogan das lojas Mappin.

Leia um trecho +

Comente  
Instagram

O AUTOR

Ágil como uma facada. Tensa como incita o corte. Violenta qual o acaso. Assim é a narrativa de Patrícia Melo, nome de destaque da ficção nacional. Com humor corrosivo, personagens ricos e tramas de fluidez cinematográfica, Patrícia dedica sua verve a tratar sobre a morte — ora espetáculo, ora banal — e sobre a violência em suas várias facetas.

Página do autor +