Capa do livro Daniel, Daniel, Daniel

Daniel, Daniel, Daniel

Autor: wesley king

Tradução: Thales Fonseca

Preço: R$ 44,90

280 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-7980-452-6

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, JUVENIL

Selo: Rocco Jovens Leitores

Disponível em e-book

Preço: R$ 29,90

E-ISBN: 978-85-7980-453-3


A primeira vez que Daniel percebeu que era louco foi em uma terça-feira. Claro que ele já tinha percebido isso antes mas vinha a todo custo tentando negar para si mesmo e disfarçar para todos ao seu redor. E é claro também que isso não é verdade. Daniel não é louco, apenas ainda não sabe disso.

Daniel Leigh, fala-se “li”, não “lei”, tem treze anos e mora com seus pais e irmãos (o mais velho, Steve, a quem recorre para garimpar conselhos que o ajudem a enfrentar a dura realidade de ser desajustado em plena adolescência e a mais nova, Emma, com quem passa as noites lendo e imaginando histórias escondidas no estuque do teto quarto). É magricela, dono de um humor sarcástico, com olhos azuis, sardas e um cabelo que muda de loiro para castanho de acordo com a estação. Adora ler, escrever (tanto que está até escrevendo um livro) e adora Raya, uma menina popular, maneira, muito madura e bonita demais para se interessar por ele. 

Popularidade não é o seu forte, mas sendo jogador do time de futebol americano (tudo bem, ele é só o kicker reserva) e tendo como melhor amigo o astro do time, Max, Daniel não é do tipo isolado, calado, nem nada disso. Mesmo com toda sua timidez, esquisitice e loucura, Daniel consegue interagir com alguns colegas e participar do que quer que a escola proponha, o que inclui um baile para o qual ele não tem coragem de convidar Raya, é claro.

Mas não é o dia a dia de Daniel a parte mais, digamos, complicada dessa história. São as noites de Daniel que nos mostram quem ele é de verdade. Daniel precisa seguir o Ritual todas as noites antes de se deitar, do contrário, algo muito ruim pode acontecer, alguém pode morrer e ele pode nunca mais ter a chance de consertar o que quer que seja. Isso tudo acontece na cabeça de Daniel e ele não entende que seu corpo está apenas respondendo à uma manipulação cerebral.

Algumas vezes durante o dia, em uma aula ou um treino de futebol, Daniel mantem pequenas atitudes para que nada dê errado, mas quando chega a noite, ele simplesmente precisa seguir o Ritual. Não importa quanto tempo demore, ou se suas gengivas sangrem por escovar os dentes mais de 100 vezes, ou se suas mãos esfolem por lavá-las e secá-las na toalha idiota cor de rosa até que estejam tão vermelhas quanto seus olhos que não param de derramar lágrimas, ele depende disso para dormir mantendo o mundo em ordem. Todas as noites.

Em um dia como outro qualquer, entediado com os treinos de futebol, ou preocupado por ter pisado em uma das linhas do piso do corredor, Daniel recebe um bilhete enigmático assinado por alguém chamado “Criança das Estrelas”. Sem entender o que aquilo significava, acaba por não dar tanta importância. 

A “Criança das Estrelas” é Sara, ou como a chamam na escola – PsicoSara, uma menina esquisita como Daniel, que frequenta as aulas acompanhada por uma monitora e passa a maior parte do dia olhando para o nada e calada. Mas ela observa Daniel há tempos e sabe que de maluco ele não tem nada, ele é uma “Criança das Estrelas” assim como ela.

Sara se revela para Daniel e pede sua ajuda para investigar o sumiço de seu pai. A partir daí, os dois em um gesto de empatia mútua, identificando-se cada qual com suas particularidades, medos e fragilidades, embarcam em uma grande aventura de investigação e autoconhecimento que os transformarão para sempre. É Sara quem conta à Daniel que ele possui TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), um distúrbio psicológico que faz com que a pessoa precise seguir rituais para que suas vidas permaneçam “normais” ou menos “anormais”.

Daniel, Sara, Max e Raya são alguns dos personagens cativantes que conduzem esta história que nos conta não somente as loucuras de um adolescente de treze anos desajustado, mas nos mostra que empatia, autocuidado, amizade e incentivo é tudo o que precisamos para traçar nossos destinos e enfrentar a nossa própria loucura. Daniel não tem certeza se gosta da ideia de destino porque isso meio que significa que não temos escolha. Mas ele tem escolha sim: SER FELIZ!

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O AUTOR

Wesley King mora em Ostrea Lake, Nova Scotia, em uma casa centenária perto do mar, onde ele passa a maior parte do tempo escrevendo e tomando chá junto com sua esposa. 

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