Capa do livro A mente influente

A mente influente

O que o cérebro revela sobre nosso poder de mudar os outros

Coleção Origem

Autor: tali sharot

Tradução: Ryta Vinagre

Preço: R$ 34,90

224 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-3103-2

Assuntos: CIÊNCIAS/NEUROCIÊNCIAS, PSICOLOGIA/RELACIONAMENTO

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 22,90

E-ISBN: 978-85-8122-729-0

Numa mesa de bar, uma conversa inocente evolui para opiniões divergentes que acabam num debate mais acalorado. Todos na mesa tentam defender suas posições. Exibem-se dados, estatísticas, fatos, frases de efeito. Todos os recursos são usados para convencer o interlocutor. Mas, no final da noite, a tentativa e o esforço em mudar a opinião do outro resultam apenas no reforço das próprias crenças e ideias e todos vão para casa fechados em si mesmo sem saber como influenciar e transformar o pensamento dos outros. Afinal, o que determina isso? Quais fatores permitem que abracem o que pensamos ou que nos ignorem por completo?
 
A neurocientista cognitiva israelense Tali Sharot responde a essas perguntas em A mente influente – O que o cérebro revela sobre nosso poder de mudar os outros. “O cérebro não é inteiramente seu. Ele é fruto de um código que foi escrito durante milhões de anos. Se entendemos esse código e por que ele é escrito desse jeito, podemos prever melhor as reações das pessoas e compreender por que algumas abordagens comuns à persuasão costumam fracassar enquanto outras têm sucesso”, explica Sharot.
 
A cientista analisa sete fatores essenciais para que entendamos como e de que forma é possível influenciar no pensamento dos outros e também estarmos mais abertos a mudanças de opinião e paradigmas: nossas crenças anteriores, as emoções que sentimos em relação às informações despertadas, os incentivos que recebemos na relação com aquilo que nos é apresentado – se pelo medo e pela repressão, tendemos à inação, a evitar uma ideia mas não necessariamente mudar nossos conceitos; se pelo prazer e estímulo positivo, existe uma abertura à aceitação do que o outro nos oferece –, a utilidade da informação, a curiosidade do receptor, o nosso estado de espírito no momento em que uma ideia nos é apresentada e, por fim, a influência do grupo. Cada fator pode servir de obstáculo ou ajuda na tentativa de influenciar.

A autora explica que em um mundo com um manancial quase infinito de informações a nosso dispor – são três bilhões de usuários de internet no mundo, quatro bilhões de pesquisas no Google, dez bilhões de vídeos assistidos no Youtube – o que poderia facilitar a transformação e amadurecimento das ideias contribui ainda mais para nos deixar menos sensíveis aos dados e nos tornar mais arredios a argumentos, pois é fácil encontrar apoio a qualquer ideia em que quiser acreditar com um simples toque do mouse. No final das contas, continuam valendo as narrativas que apelam para nossas emoções e que coadunam com nossas crenças. Em épocas de pós-verdade, fake news e polarizações em redes sociais, entender os mecanismos cerebrais e psicológicos que nos levam a influenciar e ser influenciado é cada vez mais necessário.

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O AUTOR

Tali Sharot é professora associada de neurociência cognitiva com diplomas em economia e psicologia. É fundadora e diretora do Affective Brain Lab da University College London. Seus artigos sobre tomada de decisões, emoção e influência foram publicados em periódicos como Nature, Science, Psychological Science e outros. Também contribui com veículos tradicionais como The New York Times, Time, The Washington Post, CNN e BBC, entre outros. Antes de se tornar neurocientista, Sharot trabalhou no setor financeiro durante alguns anos e concluiu seu serviço nacional obrigatório na força aérea israelense. Ela mora em Londres e Boston com o marido e os filhos.

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