Capa do livro Clube da luta feminista

Clube da luta feminista

Um manual de sobrevivência (para um ambiente de trabaho machista)

Autor: jessica bennett

Tradução: Simone Campos

Ilustração: Saskia Wariner Com Hilary Fitzgerald Campbell

Preço: R$ 39,90

336 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-9517-034-6

Assuntos: ALMANAQUE/GUIA, FEMINISMO

Selo: Fábrica231

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Disponível em e-book

Preço: R$ 25,90

E-ISBN: 978-85-9517-035-3

Mesmo com as conquistas femininas alcançadas ao longo dos anos, muitas mulheres ainda deparam com o machismo, especialmente na vida profissional. Em Clube da Luta Feminista – Um manual de sobrevivência (para um ambiente de trabalho machista), a jornalista Jessica Bennett, responsável pela recém-criada editoria de gênero do The New York Times, mescla dados de pesquisa a experiências pelas quais ela e as amigas passaram, mostrando que os obstáculos existem, mas é possível reagir. E a chave para enfrentar o patriarcado é a sororidade, a aliança feminina baseada em apoio mútuo, empatia e força.
 
Logo nas primeiras páginas, descobre-se que o Clube da Luta que dá nome ao livro não é ficção – todos os meses, um grupo de mulheres, com idades entre 20 e 40 anos, se reunia em um apartamento para conversar sobre seus empregos e desabafar. Em comum, queixas relacionadas ao machismo sutil enfrentado no dia a dia, como ver um colega homem levar o crédito pela ideia de uma mulher, ser constantemente interrompida em reuniões e, ao mostrar descontentamento, ter que ouvir perguntas ou comentários sobre TPM.
 
Termos como mansplainer, bropropriator, manterrupter e machocrata são explicados ponto a ponto, seguidos das respectivas táticas para combater esses comportamentos problemáticos. Embora trate de um assunto sério, a autora não abre mão do humor e de recursos gráficos, conferindo leveza e ironia à publicação. Também há espaço para a participação de quem lê, por meio de formulários que devem ser preenchidos de acordo com o compromisso a ser assumido com o clube da luta feminista.
 
Mas o livro mostra também que o patriarcado não é o único obstáculo a ser ultrapassado pelas mulheres. A autossabotagem feminina se manifesta em perfis como a mãezona do escritório, a rejeita-crédito, a mulher-capacho e a contorcionista, entre outros. Novamente, cada atitude é descrita em detalhes, seguida de métodos para não se deixar levar por elas. Parte manual, parte manifesto, o livro de Jessica Bennett mostra que entrar para o Clube da Luta Feminista significa não só apoiar suas parceiras, mas também protestar contra racismo, machismo, homofobia e xenofobia, em qualquer circunstância. Nas palavras da autora, a obra é uma atitude, uma postura, um estado mental, uma convocação coletiva às armas.

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O AUTOR

Jessica Bennett é uma jornalista premiada que escreve sobre mulheres, sexualidade e cultura. Em outubro de 2017, assumiu a liderança da nova editoria do The New York Times, voltada para questões de gênero. Além disso, Bennett assinou o primeiro perfil sobre Monica Lewinsky em mais de dez anos, retratando a dificuldade em redefinir sua história. Ela também colabora como editora na LeanIn.org — organização sem fins lucrativos fundada por Sheryl Sandberg —, onde é cofundadora e curadora da Lean In Collection, parceria fotográfica com a Getty Images que tem como objetivo transformar a maneira como as mulheres são representadas em bancos de imagens. Atualmente vive em Nova York.

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