Capa do livro Underground Airlines

Underground Airlines

Autor: ben h. winters

Tradução: Ryta Vinagre

Preço: R$ 49,90

320 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-325-3089-9

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO CIENTÍFICA/DISTOPIA

Selo: Rocco

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Disponível em e-book

Preço: R$ 29,90

E-ISBN: 978-85-8122-707-8

Os Estados Unidos são considerados a terra da liberdade, um valor que custou caro para essa nação, forjada nos processos de independência de suas colônias da Inglaterra e, principalmente, na Guerra de Secessão, sangrento conflito entre os estados do Norte, cosmopolitas e livres, e os do Sul, conservadores e escravagistas. Esses últimos, perdedores na contenda, viram cair por terra seu estilo de vida com o fim da escravidão.  Agora, imagine um universo no qual essa guerra simplesmente não aconteceu: a liberdade é, literalmente, relativa. A modernidade chegou junto com celulares e computadores de última geração, mas a escravidão é realidade em alguns estados do Sul. E, no resto do país, além de serem considerados cidadãos de segunda classe, negros e negras fugitivos são caçados por profissionais exclusivamente dedicados a isso com o apoio do governo americano, dentre eles Victor, um ex-escravo com um passado misterioso e uma missão quase impossível.
 
É nesse cenário que se desenvolve Underground Airlines, novo thriller do premiado escritor americano Ben H. Winters. Victor é uma versão contemporânea do capitão do mato: ele trabalha para agentes federais na caça a seus irmãos e irmãs. Atormentado, não gosta de fazer isso – privá-los da liberdade foi a única forma de garantir a sua –, mas o faz muito bem. Seu caso mais recente, a busca por um fugitivo chamado Jackdaw, o leva a se infiltrar numa célula abolicionista chamada Underground Airlines. Entre outras coisas, o movimento clandestino é responsável por esconder e retirar do país aqueles que conseguem fugir.
 
Mas Jackdaw, seu novo alvo, deixa dúvidas: ele conseguiu fugir realmente ou algo pior aconteceu a ele? As últimas pistas o levam a uma história tenebrosa, cheia de rastros de sangue, muito sangue: depois de um dia de trabalho, Jackdaw passa mal e é levado para a enfermaria, seu último paradeiro. O quarto onde estava é encontrado revirado e as enfermeiras, mortas. Seu empregador, um agente que nunca conheceu pessoalmente e com quem só fala por telefone, conhecido pela precisão de detalhes dos casos com que notifica Victor, dessa vez fica reticente ao responder seus questionamentos. O que aconteceu com Jackdaw, afinal? E de que modo a Underground Airlines se envolve na história? A cada passo em direção à solução do mistério, Victor descobre uma conspiração chocante que pode envolver até mesmo o próprio governo americano.
 
Nessa América distópica, a escravidão ainda é oficial em quatro estados do Sul do país. O Texas é uma república independente e o mal-estar diplomático provocado pela manutenção da escravidão afastou a Europa e o Japão de relações com o país. Um acordo com os outros estados da federação garante que a economia da Lousiana, Mississípi, Alabama e Carolina (sem as divisões entre Norte e Sul) seja movida ao custo do sangue e do suor de escravos, que dão suas vidas nas plantations (monoculturas agrárias) e em outros setores produtivos. Winters pinta um panorama nada otimista de seu país, mas é justamente aí que residem a crítica e a ironia do romance: no nosso mundo, a escravidão não existe nos Estados Unidos, mas isso não impede que a violência e a discriminação raciais sejam uma realidade que tem recrudescido ainda mais nesses tempos de extremismos ideológicos e fortalecimento do conservadorismo na pretensa terra da liberdade. Enquanto tentamos desvendar os mistérios propostos pela história, Underground Airlines também faz pensar e refletir.

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O AUTOR

Ben H. Winters nasceu no estado americano de Maryland, e é autor de oito romances, entre horror, fantasia e infantojuvenis, e escreve para o jornal Chicago Tribune, o site Huffington Post e a revista eletrônica Slate. Por sua série O último policial, recebeu os prêmios Edgar, dedicado à literatura policial, e Philip K. Dick, um dos maiores prêmios da ficção científica. Atualmente, vive em Indianápolis, onde leciona na Butler University.

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