Capa do livro O reino da fala

O reino da fala

Autor: tom wolfe

Tradução: Paulo Reis

Preço: R$ 29,90

192 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-3064-6

Assuntos: ENSAIO

Selo: Rocco

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Disponível em e-book

Preço: R$ 23,00

E-ISBN: 978-85-8122-689-7

Ao abrir um livro escrito por Tom Wolfe podemos ter sempre a certeza de encontrar um texto impecável e contundente. Quando então descobrimos que evolução e linguística são os temas que ele – contador de histórias idiossincrático e repórter iconoclasta, um dos fundadores do influente New Journalism americano – decidiu abordar em O reino da fala, não temos dúvidas de que a polêmica e o prazer da leitura estão garantidos. Confrontando de Darwin a Chomsky, Wolfe afirma que tudo aquilo que acreditamos saber sobre a origem das espécies e a linguagem está errado. Sua nova obra defende que a fala não é uma conquista da seleção natural: foi, pelo contrário, a capacidade de articular palavras a responsável por todas as conquistas da humanidade.
 
Cento e cinquenta anos já se passaram desde que a Teoria da Evolução foi anunciada, mas até hoje ninguém conseguiu explicar a fala. De lá para cá, Einstein descobriu a velocidade da luz e a relatividade; Pasteur percebeu que micro-organismos são responsáveis por um número imenso de doenças, do resfriado ao antraz; Watson e Crick identificaram o DNA. Por outro lado, em um século e meio, linguistas, biólogos, antropólogos e representantes de todas as demais disciplinas foram incapazes de entender o que é a linguagem.
 
A fala, afirma Wolfe, não é um dos vários atributos exclusivos à humanidade; ela é praticamente tudo o que nos difere dos animais. Fisicamente, o homem é “um caso triste”: nossos dentes infantilizados mal conseguem destroçar uma maçã, nossas garras só provocam arranhões leves, os ligamentos de nosso corpo são esgarçados – ou seja, em um combate de “mão-contra-pata”, qualquer criatura do mesmo tamanho facilmente jantaria um indivíduo humano. Ainda assim, possuímos ou controlamos todas as outras espécies graças a um superpoder chamado fala.
 
A história começa com o inglês Alfred Russel Wallace, um dos primeiros a formular o conceito da evolução, mas que, a contrário de Charles Darwin, não pretendia formular uma “teoria de tudo”. Para ele, a fala não era fruto da tal seleção natural. Darwin, segundo Wolfe, se utilizou de acrobacias verbais e saltos de lógica para encaixar a linguagem em sua tese – que, embora carente de evidências, passou a ser encarada como verdade absoluta. Um século depois, um jovem Noam Chomsky revolucionou a linguística ao alegar que a evolução dotou os humanos de um “dispositivo de aquisição da linguagem” que proporciona uma “gramática universal” e inata. Mas, na opinião do autor, sua base não era a ciência – era, como ocorre na religião ou na guerra, o carisma.
 
Para o New York Times, O reino da fala é “o duelo mais ousado” já travado pelo escritor que sempre se dedicou a chacoalhar o status quo. Sua prosa irreverente e vigorosa diverte e desafia o leitor, porém, assim como Wallace, a intenção não é chegar a uma “teoria de tudo”: Tom Wolfe não está aqui para explicar, mas para provocar – sempre com muito estilo e humor, claro.

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O AUTOR

Tom Wolfe é uma das figuras-chave do New Journalism americano e autor de mais de uma dúzia de livros, entre os quais A palavra pintada, A fogueira das vaidades, Um homem por inteiro, Eu sou Charlotte Simmons e Sangue nas veias. Nascido em Richmond, Virgínia, ele vive em Nova York.

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