Capa do livro Dicas da imensidão

Dicas da imensidão

Autor: margaret atwood

Tradução: Ana Deiró

Preço: R$ 39,50

240 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2991-6

Assuntos: FICÇÃO – CONTO

Selo: Rocco

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Disponível em e-book

Preço: R$ 25,90

E-ISBN: 978-85-8122-719-1

A história de mulheres confrontando seus monstros. De jovens em colônias de férias com nomes indígenas a poetas de saraus em cafeterias antiburguesas e profissionais bem-sucedidas dos escritórios de Toronto, Margaret Atwood apresenta em Dicas da imensidão dez contos que, ao recuperarem acontecimentos transformadores do passado – recente e distante – de cada uma de suas protagonistas, e seus ecos no presente, convidam a uma reflexão sobre escolhas, chances perdidas e sobrevivência.
 
Em “Dicas da imensidão”, que dá nome à coletânea, Portia, uma mulher de cortesia e tato e de poucas palavras, lida com seu amor incondicional por um marido que destila charme para todas ao redor, incluindo as duas irmãs da esposa – uma delas, com quem mantém um caso extraconjugal. Prisioneira do atropelo do amor, Portia se pergunta se perdeu alguma informação vital que permite às outras pessoas serem mais livres do que ela. Já em “Bola de cabelo”, Katherine ouve do seu cisto ovariano recém-removido tudo o que jamais quis ouvir a respeito de si mesma. Ao mesmo tempo que lida com lembranças dolorosas, Kat enfrenta um golpe de seu chefe e amante. Em “Peso”, temos o relato confessional de uma advogada que admite ter trocado o idealismo e a determinação da juventude pela segurança que o seu poder de sedução oferece na hora de angariar doações de homens milionários para um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica.
 
Escrevendo com autoridade e segurança, Margaret Atwood passa em Dicas da imensidão “a sensação de que tem completo entendimento dos corações e mentes de seus personagens” (The New York Times). Como em outras de suas obras, a autora canadense aborda aqui também a complexidade das relações de suas protagonistas com os homens ao redor – de chefes e mentores a amigos, maridos e amantes –, dando atenção particular à experiência e à fala da mulher. Algumas são chamadas de estridentes por usar termos como patriarcado, ou julgadas histéricas, sentimentais demais por escrever colunas a respeito de bulimia no ambiente de trabalho, amamentação em público e más notícias de pessoas que não se incluem no sistema. Outras ficam malfaladas no camping por sair com esse ou aquele garoto. Mas não se engane, as protagonistas de Margaret Atwood não são vítimas, e sim mulheres enfrentando seus medos e dores como podem.
 
Publicada originalmente em 1991, Dicas da imensidão reúne textos apresentados por Atwood em revistas como The New Yorker, Granta, Playboy, Vogue e New Statesman. É uma coletânea que “mostra a autora em pura forma” (Kirkus Review), e que forma! Hoje, com mais de 45 anos de carreira, Margaret Atwood se mantém uma das mais consagradas romancistas, poetas, contistas e críticas literárias em atividade. Incansável, tem em seu currículo mais de 60 títulos traduzidos para mais de 30 idiomas, incluindo O conto da aia, Olho de gato, A vida antes do homem e outros 16 livros publicados no Brasil pela Rocco. A canadense participa ainda de projetos que vão da adaptação de suas obras para a TV e videogames à Biblioteca do Futuro, iniciativa que envolve o plantio de mil árvores na Noruega para suprir o papel no qual uma coletânea de cem manuscritos inéditos será publicada em 2114. O reconhecimento do seu trabalho é refletido na série de homenagens e prêmios conquistados, como a Ordem do Canadá, o Man Booker Prize de 2000 por O assassino cego, o Príncipe de Astúrias de 2008 pelo conjunto de sua obra e o Pen Pinter Prize 2016, por seu ativismo na defesa de causas ambientais e humanitárias.
 
O lançamento de Dicas da imensidão no Brasil é um presente e tanto para aqueles que acompanham o trabalho de Margaret Atwood desde o início quanto para os leitores que têm interesse em começar a explorar sua vasta obra.

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O AUTOR

Uma das maiores escritoras de língua inglesa, Margaret Atwood foi consagrada com alguns dos mais importantes prêmios internacionais, como o Man Booker Proze (2000) e o Príncipe de Astúrias (2008), pelo conjunto de sua obra, além de ter sido agraciada com o título de Cavalheira de L’Ordre des Art et Lettres, na França. Tem livros publicados em mais de 30 idiomas e reside em Toronto, depois de ter lecionado Literatura Inglesa em diversas universidades do Canadá e dos Estados Unidos e Europa. Transita com igual talento pelo romance, o conto, a poesia e o ensaio, e se destaca por suas incursões no terreno da ficção científica, em obras como O conto da aia e Oryx e Crake, ambos publicados pela Rocco.

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