Capa do livro Meu nome é Amanda

Meu nome é Amanda

Autor: amanda guimarães

Preço: R$ 19,50

136 pp. | 13,5x21 cm

ISBN: 978-85-68432-73-0

Assuntos: BIOGRAFIA/MEMÓRIAS/DIÁRIOS, IDENTIDADE DE GÊNERO

Selo: Fábrica231

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Disponível em e-book

Preço: R$ 12,50

E-ISBN: 978-85-68432-77-8

Amanda pode ser a menina da porta ao lado. É bonita, inteligente, articulada e confiante. No entanto, nem sempre foi assim. Quando encarava o espelho, Amanda simplesmente não se identificava com o que via. O motivo não era simples: Amanda foi designada homem ao nascer. Seu corpo dito masculino não se ajustava a sua identidade feminina. Quando criança, a mãe perguntava o que ela mais gostaria: “de ser menina”, dizia. Ao longo de sua juventude, ela buscou ajustar-se ao que para ela era fato: ela não queria ser uma mulher. Ela sempre foi uma.
 
Meu nome é Amanda, lançamento do selo de entretenimento Fábrica231, é o relato em primeira pessoa de Amanda Guimarães, 27 anos, uma mulher transexual e um fenômeno da internet. Seu canal no youtube Mandy Candy (www.youtube.com/mandyparamaiores) está prestes a alcançar a marca de 300 mil assinaturas. Nela, Mandy fala sobre temas de interesse dos jovens, como namoro, músicas – ela não vive sem uma trilha sonora – e video games – sim, ela é viciada e herdou o gosto da mãe. E claro, fala de sua experiência como mulher transexual, os dilemas e as inadequações, conquistas e alegrias para superar as dificuldades e se tornar quem sempre desejou.
 
Com linguagem informal e direta, Amanda conta a trajetória em família, caçula com muitos irmãos, com uma mãe que sustentava a todos com dificuldade num lar cheio de amor. E a dificuldade com o ambiente escolar, primeira fronteira de bullying e preconceito. Por medo e inadequação, repetiu dois anos por faltas. Ela fingia ir à escola, mas ficava em casa quando a mãe e os irmãos saíam. Na vida adulta, fala sobre o bullying no emprego – com fofocas sobre sua identidade de gênero – e na constante necessidade de reafirmar sua identidade, em conflito com seu nome masculino nos documentos oficiais.
 
Amanda enfrentou diversos conflitos na busca por sua verdadeira identidade. O desânimo era quase mortal e pensamentos suicidas a tomavam de assalto. “Vocês sabiam que a taxa mundial de suicídio entre transexuais é VINTE E SEIS VEZES MAIOR que entre pessoas cis? Entendam que preconceito LITERALMENTE mata pessoas trans, e a nossa expectativa de vida é baixíssima”, alerta. De homem homossexual – identidade com a qual não se identificava, pois se via como mulher – a mulher transexual, foram muitos anos de sofrimento e discriminação, inclusive entre alguns gays, que não curtiam “travecos”. Ao descobrir a transexualidade, e que não era a única no mundo a sentir o que sentia, Amanda passou pela transição para alinhar seu corpo a seu gênero e, por fim, realizou a cirurgia de redesignação sexual, na Tailândia, em 2012.
 
Para Amanda, adolescentes deveriam ser orientados e informados sobre sexualidade pela sociedade, família e escolas. No Brasil, já existem políticas públicas voltadas para essa parcela da população, mas Amanda assinala que o processo é ainda muito demorado, o que só prolonga o sofrimento. Vivendo em Hong Kong, casada e trabalhando, Amanda superou suas dúvidas com sucesso, mas ela ainda é uma exceção. Que sua história sirva de farol para outros jovens na mesma situação.

 
 


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O AUTOR

Amanda Guimarães tem vinte e sete anos e vive em Hong Kong. Seu canal, Mandy Candy, começou como uma forma de registrar seus pensamentos e estourou na web.

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