Capa do livro A vida sexual das gêmeas siamesas

A vida sexual das gêmeas siamesas

Autor: irvine welsh

Tradução: Paulo Reis

Preço: R$ 48,00

416 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-325-3028-8

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 29,50

E-ISBN: 978-85-8122-649-1

De Edimburgo à Flórida, do gueto à praia, do pub à academia, das drogas à fast-food: muita coisa pode ter mudado entre Trainspotting (1993) e A vida sexual das gêmeas siamesas, porém o texto transgressor e anárquico de Irvine Welsh continua intacto. Esbanjando humor e economizando delicadeza, um dos principais nomes da literatura britânica contemporânea aponta seu novo livro aos Estados Unidos, onde mora há alguns anos, para, em torno do culto ao corpo, traçar uma sátira ácida, impiedosa e anabolizada de uma sociedade obcecada por sua própria imagem.
 
Tudo começa quando, em Miami, a personal trainer Lucy Brennan (“Sem desculpas, só resultados – seja o máximo que você puder ser!”, dizem as letras em alto-relevo de seu cartão profissional) interfere em uma tentativa de assassinato e, com socos e voadoras, imobiliza um homem armado. Foi um ato heroico, impressionante, cinematográfico – e apropriadamente registrado pela câmera de um celular. Ela amanhece como uma das grandes sensações midiáticas do momento, atrás apenas das gêmeas siamesas de 15 anos do Arkansas que dividiram a nação com seu dilema moral: o que fazer quando uma quer sair para namorar e a outra prefere ficar em casa?
 
Enfim, não importa, há espaço para todos. Lucy logo recebe uma proposta para estrelar um reality show no VH1, procura uma empresária e ganha uma fã número um: Lena Sorensen – única testemunha ocular de sua obra-prima e autora do vídeo que a levou ao estrelato –, que acaba se tornando sua cliente. De um lado, uma atleta vigorosa, decidida, no auge da forma física; de outro, uma artista retraída, vulnerável e acima do peso. Os opostos se atraem, mas o que acontece depois? Se complementam? Ou se destroem?
 
Capitaneada pelas duas personagens femininas mais fortes de toda a obra do autor, cujos pontos de vista se alternam durante a narrativa, o romance é uma hilária descida ao inferno da malhação, com direito a barrigas saradas, suor, sangue, cárcere privado, sexo e sadomasoquismo – provando que Welsh é capaz de ser Welsh mesmo quando sai de sua zona de conforto.
 
Como publicou o jornal The Daily Telegraph, A vida sexual das gêmeas siamesas “é um pouco como Trainspotting, só que, em vez dos cortiços de Leith, estamos nos condomínios de Miami Beach. E, no lugar de viciados em heroína, alcoólatras e psicopatas violentos, temos instrutores de fitness, exibicionistas – e psicopatas violentos”. Trata-se de um retrato expressionista da sociedade contemporânea, combinado escatologia e contemplação em um texto cuidadosamente visceral.

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O AUTOR

Humor e ironia causticamente refinados. Eis as marcas de Irvine Welsh, aclamado (e controverso) autor de romances, contos, peças e roteiros. Antes de ser escritor, foi técnico de TV, cantor e guitarrista de bandas obscuras de punk rock, e especulador imobiliário. Em 1993, publicou seu primeiro romance,Trainspotting, sobre o submundo dos jovens britânicos viciados em heroína. Sucesso de público e crítica, o livro ganhou as telas em 1996, pelas mãos do diretor Danny Boyle. Natural de Edimburgo, Escócia, Welsh afirma ter nascido em 1958. Outras fontes, porém, citam 1961, e mesmo 1951 — polêmica irrelevante. O que importa é o talento narrativo que o consagrou como um dos mais brilhantes autores britânicos surgidos nos anos 1990.

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