Capa do livro O viés otimista

O viés otimista

Por que somos programados para ver o mundo pelo lado positivo

Coleção Origem

Autor: tali sharot

Tradução: Ana Beatriz Rodrigues

Preço: R$ 39,50

336 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2993-0

Assuntos: CIÊNCIAS/NEUROCIÊNCIAS

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 25,50

E-ISBN: 978-85-8122-644-6

Por que acreditamos que o futuro será melhor do que o presente? Para a premiada neurologista cognitiva Tali Sharot, este comportamento é resultado da inclinação natural do cérebro humano para o otimismo. A questão, que ganhou a capa da revista Time, é explorada neste lançamento da Rocco, que marca a estreia da Origem, coleção de ciências que reunirá títulos em busca de respostas avançadas para perguntas fundamentais.
 
Chamada de ‘Oliver Sacks de saia’ e palestrante assídua no circuito TED, Sharot investiga como expectativas e fatores sociais influenciam emoções, motivações, decisões e até memórias. E atesta: o otimismo é crucial para a existência humana. Ela dá como exemplo um jovem estudante do ensino médio, que sonha ser um médico respeitado, quem sabe o descobridor da cura do câncer.  Esse mesmo jovem também se pega imaginando como é difícil estudar medicina, os tempos de lazer tomados, os custos altos e o sacrifício da família para manutenção dos estudos, as condições insalubres e falta de estrutura dos hospitais e, por fim, a quantidade de vidas que vão se esvair em suas mãos. São muitas as questões reais que ele terá que enfrentar no dia a dia, mas, sem a habilidade que todo ser humano tem de agir de forma otimista e projetar um futuro melhor, esse jovem terá enorme chance de jamais tornar-se médico. E o mundo pode perder a chance de jamais conhecer o descobridor do câncer.
 
O viés do otimismo é definido por Sharot como a tendência do ser humano de superestimar a probabilidade de acontecimentos positivos e subestimar a probabilidade dos negativos. Esse bem protege o ser humano de ter suas ações impedidas e desestimuladas pelas tribulações inevitáveis da vida cotidiana ou de perceber que as opções são, de alguma forma, limitadas. Por isso mesmo, ajuda o ser humano a relaxar, melhorar a saúde e a agir. Mais do que isso, uma boa dose de otimismo pode levar a “profecias autorrealizáveis”, caso de um time de basquete americano cujo técnico assegurou em entrevista que sua equipe ganharia o campeonato da temporada seguinte. A determinação do técnico levou o time a treinar com afinco no intuito de garantir o que seu líder prometera evitando a humilhação.
 
“A ciência nos mostrou que a mente humana tende a pensar em dias de sol. Embora sejamos otimistas, nossas expectativas não costumam beirar a insanidade. O viés do otimismo significa apenas que, na maior parte das vezes, nossas expectativas são ligeiramente melhores do que o futuro nos reserva”, afirma a neurocientista. Mesmo quando as condições são adversas, a tendência é que o processo do otimismo transforme reveses em oportunidades. Episódios negativos podem apenas estar preparando o terreno para algo muito melhor, que ainda não consta do futuro possível imaginado.
 
A tendência a fazer previsões positivas para criar resultados positivos está enraizada em regras fundamentais que governam a maneira como a mente percebe, interpreta e altera o mundo que encontra. Ela também explica o que acontece quando há “falhas” nesse processo cerebral que podem levar à reversão extrema do otimismo, caso da depressão, e as diferenças fundamentais entre pessoas otimistas e pessimistas.
 
O viés otimista – Por que somos programados para ver o mundo pelo lado positivo está longe de ser uma publicação voltada para a comunidade científica: o objetivo da autora foi justamente escrever para um público leigo, sem abrir mão do conteúdo.

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O AUTOR

Tali Sharot é professora associada de neurociência cognitiva com diplomas em economia e psicologia. É fundadora e diretora do Affective Brain Lab da University College London. Seus artigos sobre tomada de decisões, emoção e influência foram publicados em periódicos como Nature, Science, Psychological Science e outros. Também contribui com veículos tradicionais como The New York Times, Time, The Washington Post, CNN e BBC, entre outros. Antes de se tornar neurocientista, Sharot trabalhou no setor financeiro durante alguns anos e concluiu seu serviço nacional obrigatório na força aérea israelense. Ela mora em Londres e Boston com o marido e os filhos.

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