Capa do livro Formas comuns

Formas comuns

Animalidade, literatura, biopolítica

Coleção Entrecríticas

Autor: gabriel giorgi

Tradução: Carlos Nougué

Preço: R$ 34,50

240 pp. | 13,5x18 cm

ISBN: 978-85-325-3014-1

Assuntos: ENSAIO, TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 22,50

E-ISBN: 978-85-8122-641-5

Professor e pesquisador de literatura argentina e latino-americana, atualmente na New York University, o argentino Gabriel Giorgi pensa os limites entre “bios” e cultura através do conceito de biopolítica em Formas comuns – animalidade, literatura, biopolítica, lançamento da Rocco para a coleção EntreCríticas.

Na literatura de Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Julio Cortázar, por exemplo, Giorgio analisa o animal figurado e o território para pensar a vida eliminável ou sacrificável na sociedade contemporânea mediante demarcações políticas que atravessam racionalidades de classe, raça, sociais e de gênero. “Animalidade e raça traçaram o perímetro maldito de uma imaginação moderna que se definiu e se legitimou em sua missão civilizatória, e que fez a reinvenção social, racial e cultural de corpos e de populações a matéria de seus sonhos políticos e a racionalidade de suas violências.”

Giorgi vê nas tradições culturais da América Latina, mais precisamente em uma série de materiais estéticos produzidos a partir dos anos 1960, inscrições entre o animal e o humano e uma nova distribuição de corpos e imaginação. Para o autor, a mudança de lugar da figuração animal na cultura é uma das mais interessantes e significativas transformações contemporâneas e traduz, por um horizonte político, demarcações de corpos na tessitura social. “Esse animal que havia funcionado como o signo de uma alteridade heterogênea, a marca de um fora inassimilável para a ordem social – e sobre o qual se haviam projetado hierarquias e exclusões raciais, de classe, sexuais, de gênero, culturais –, esse animal se torna interior, próximo, contíguo, a instância de uma proximidade para a qual não há ‘lugar’ preciso e que desloca mecanismos ordenadores de corpos e sentidos.”

De Guimarães Rosa a Manuel Puig, de Clarice Lispector a Copi, passando por Julio Cortázar, João Gilberto Noll, entre outros, o autor valoriza a contrapartida ficcional para aquele que se apresenta como eixo fundamental da biopolítica, a saber, o problema das “vidas por proteger e vidas por abandonar”. O animal, assimilado nas subjetividades, nunca mais será despercebido do jogo político após a leitura inteligente e cirúrgica de Formas comuns – animalidade, literatura, biopolítica.

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O AUTOR

Gabriel Giorgi estudou na Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, e na New York University, onde atua como professor e pesquisador nas áreas de literaturas argentina e latino-americana, teoria queer e biopolítica. Além de artigos publicados em jornais e revistas da Argentina, dos Estados Unidos, Espanha e Brasil, é autor de Sueños de extermínio. Homosexualidad y representación en la literatura argentina (Rosario: Beatriz Viterbo, 2004) e coeditor de Excesos de vida. Ensayos sobre biopolítica (Buenos Aires: Paidós, 2007).

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