Capa do livro Entre leitor e autor

Entre leitor e autor

Autor: affonso romano de sant'anna

Preço: R$ 29,50

240 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2973-2

Assuntos: CRÔNICA, TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA, BIOGRAFIA/MEMÓRIAS/DIÁRIOS

Selo: Rocco

COMPRE O LIVRO

Disponível em e-book

Preço: R$ 19,00

E-ISBN: 978-85-8122-591-3

Um livro de memórias, sobre aprendizagens do autor enquanto escritor e leitor e uma obra sobre o exercício da criação literária. Essas são as definições de Affonso Romano de Sant’Anna sobre Entre leitor e autor. A Editora Rocco decidiu ampliar o texto de Sedução da palavra (Editora Letraviva, 2000) em novas crônicas que fizeram surgir o novo livro.

Nos textos, Affonso Romano de Sant’Anna fala do lugar do poeta, do teórico, do cronista, do jovem escritor, do professor que é e foi. A posição de leitor e autor é simbiótica e torna as crônicas ainda mais prazerosas de serem lidas.

Episódios com Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Octavio Paz, Michel Foucault, Fernando Sabino, Clarice Lispector, Elizabeth Bishop e muitos outros são deliciosamente narrados nas crônicas que deixam transbordar a inquietude, a timidez e admiração do Affonso jovem leitor e escritor iniciante.

Imagine o que era para um jovem do interior e pretenso poeta já ter  se encontrado, por volta dos 17 anos, com Carlos Drummond de Andrade, poder dizer-lhe da admiração, ouvir as orientações, mostrar seus textos e ficar, mesmo ainda depois dos encontros, ainda sem saber onde enfiar as mãos (da escrita) ao encontrá-lo no elevador? “A mim parecia que o prédio do MEC tinha ficado da altura do Empire State Building, em Nova York.”

O escritor aspirante pode desejar ser um leitor ávido de Entre leitor e autor e ali vai encontrar muitos caminhos e sugestões, mas é preciso encará-lo com a mesma franqueza com que foi escrito.  Na crônica Os Riscos do Métier, por exemplo, o autor é taxativo: “A literatura é um sistema. Sistema com regras e leis e, como consequência, um sistema com punições e gratificações.” Ou “A arte não tolera mentira”. E ainda “O artista se empenha por adquirir sua linguagem e deve continuar a lutar para que ela não se transforme num recurso automático de expressão. Caso contrário, o artista será o imitador de si mesmo e, nesse caso, ele deixa de ser um criador”. Em Onde a Porca Torce o Rabo, descreve alguns aspirantes: “Pensam que escrevem, mas estão sendo escritos por uma linguagem que já existe.”

Ainda que críticas, as crônicas não devem esmorecer aqueles que pretendem investir na escrita. Até porque, o escritor apresenta a mesma sinceridade para dividir as inseguranças e inquietudes que perpassam o autor, revelando o seu lado leitor e fã sob várias nuances e em vários encontros. E com a medida que também é leitor, sabe a hora de interromper e prosseguir,  “pois aborrecer seu público é um risco que sobretudo o cronista deve evitar”.

Comente  
Instagram

O AUTOR

Um dia dizendo seus poemas na Irlanda, no Festival Gerald Hopkins (1996), ou na Casa de Bertold Brecht, em Berlim (1994), outro dia no Encontro de Poetas de Língua Latina (1987), no México, ou presente num encontro de escritores latino-americanos em Israel (1986), ou participando no International Writing Program, em Iowa (1968), Affonso Romano de Sant’Anna tem reunido, através de sua vida e obra, a ação à palavra. Foi assim quando, em 1973, organizou na PUC-Rio a EXPOESIA, que congregou 600 poetas desafiando a ditadura e abrindo espaço para a poesia marginal; foi assim em 1963, no início de sua vida literária, quando se tornou um dos organizadores da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Com esse mesmo espírito de aglutinar e promover seus pares, criou, em 1991, a revista Poesia Sempre, que divulgou a poesia brasileira no exterior e foi lançada tanto na Dinamarca quanto em Paris, tanto em San Francisco quanto Nova York, incluindo também as principais capitais latino-americanas.

Página do autor +