Capa do livro Minha vida sem banho

Minha vida sem banho

Autor: bernardo ajzenberg

Preço: R$ 24,50

192 pp. | 12,5x21 cm

ISBN: 978-85-325-2929-9

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 16,00

E-ISBN: 978-85-812-2461-9

Uma rotina apática, sem brilho: um trabalho burocrático, horas de procrastinação à frente da TV ou navegando pela internet, diversão beirando o zero, atividade física nula, vida social inexistente e nenhum amigo. O único ponto fora da curva, sua namorada, está a milhares de quilômetros de distância, a trabalho, em Manaus. Frente a essa realidade entediante, um boiler queimado no inverno e a perspectiva de uma ducha gelada tornam a dispensa do banho não só um evento para Célio Soihet Waisman, mas um verdadeiro “Projeto”. Eis a premissa do desconcertante Minha vida sem banho, novo romance do prestigiado escritor, tradutor e jornalista Bernardo Ajzenberg.

Tendo São Paulo como pano de fundo — marginal Pinheiros, rodovia Castelo Branco, Butantã, rodovia Fernão Dias, rua da Consolação, Hospital Albert Einstein, rua Augusta, PUC, USP, avenida São João —, o autor  criou uma trama enovelada por fios distintos em que são identificados elementos recorrentes em suas obras: protagonistas em crise, família fragmentada, hipocrisia, relações afetivas em xeque, solidão, raízes judaicas, as vivências e molduras decorrentes de uma geração que cresceu sob a ditadura militar brasileira. Todos os temas entrelaçados num trabalho de ourivesaria pelo apreço em investigar a psicologia humana.

Gersh, Janete, Wilson, Vilma, Flora, Alzira, Marcos, Mercedes, Débora, Beatriz, Rogério, Esmeralda, Agnelo, Nélida, Danda, Antonio. Uma fauna extensa de personagens a serviço de uma história — ou várias histórias, umas dentro de outras — para desvendar quem é Célio, funcionário de um instituto de cunho ambientalista, resumidamente, e que, de uma hora para outra, tomado pelo enfado, resolve parar de tomar banho.

Lançando mão de uma narrativa de fragmentos anacrônicos, Ajzenberg desenvolve o romance a partir de três vozes íntimas e ao mesmo tempo distantes. O relato pessoal de Célio sobre sua “vida sem banho” e as implicações diretas dessa pretensa decisão ecológica, mas nada higienista. As mensagens das cartas e e-mails de Débora, sua namorada, durante o período em Manaus, variando da histeria e insegurança às declarações de amor e o desejo de ter um filho com ele. E as recordações (e confissões reveladoras) anotadas por Marcos Wiesen em um caderno sobre a trajetória do casal Wilson Waisman e Flora Soihet, pais de Célio, em torno de cujas vidas orbitou a sua.

Débora e Marcos enriquecem a história do protagonista e são peças-chave em sua jornada de autoconhecimento. Afinal, com perspicaz ironia, o autor usa a ausência de banho como metáfora para a falta de metas, propósitos, desejos e ações de Célio. E mostra como as pequenas decisões cotidianas, em meio a eventos históricos conturbados, podem ter impactos devastadores na vida de cada de um.

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O AUTOR

Bernardo Ajzenberg publicou, entre outros livros, Variações Goldman (1998), A gaiola de Faraday (2002, prêmio de Ficção do Ano da Academia Brasileira de Letras), Homens com mulheres (2005, finalista do Prêmio Jabuti), Olhos secos (2009, finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura), Duas novelas (2011) e Minha vida sem banho (2014, vencedor do prêmio Casa de las Américas). Escritor, tradutor e jornalista, nasceu em 1959 e vive em São Paulo.

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