Capa do livro As Mil Mortes de César

As Mil Mortes de César

Autor: max mallmann

Preço: R$ 34,00

336 pp. | 16x23 cm

ISBN: 978-85-325-2884-1

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL, ROMANCE HISTÓRICO

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 22,50

E-ISBN: 978-85-812-2370-4

Na segunda parte da saga de Desiderius Dolens, iniciada com O centésimo em Roma, o leitor acompanha a travessia desse anti-herói irascível e melancólico, que começa a história como um desertor e termina como um integrante da aristocracia. É a partir das impressões e vivências desse legionário que o escritor e roteirista Max Mallmann reconta as disputas entre católicos e pagãos na Roma Antiga, a luta pela sobrevivência da gente simples do povo, a ganância e as conquistas do poder, os costumes do período, suas crenças e práticas.

O périplo do protagonista percorre diversas cidades. Em cada uma delas, Dolens vive uma aventura diferente. Em Óstia, ele se une aos sacerdotes castrados do templo da deusa Cibele, escondendo sua identidade, já que é perseguido por ser um desertor. Em Verona, se envolve na história de dois jovens que se matam por amor, depois de um plano de fuga frustrado. Qualquer semelhança com a história de Romeu e Julieta não é mera coincidência.  Só que, nessa versão, Dolens oferece uma bebida mortal ao sacerdote que ajudou o casal, para evitar que ele fosse torturado e morto pelas famílias em busca de vingança.

Dolens enfrenta inúmeros inimigos, passa fome, triunfa e conhece a derrota dezena de vezes, mas não perde o bom humor, um certo tom irônico e o gosto pela bebida e pelas mulheres.  As cenas de batalhas são ricas em detalhes e os diálogos, recheados de ironia. Diante de dez adversários armados, dispostos a destroçá-lo, Dolens parece se divertir e, rindo, solta a afirmação que vira sua marca: “Veni cum papa!

Baseado em uma ampla pesquisa histórica, As mil mortes de César é um romance histórico que flerta com o gênero de ação e desconstrói as referências teóricas, ao cruzar épocas e gêneros. O romance é recheado de referências a escritores e pensadores como Edgar Allan Poe, Shakespeare, Machado de Assis, Derrida. “Segundo Mario Quintana, meu poeta de estimação, ‘a verdade é uma mentira que se esqueceu de acontecer’, e Manoel de Barros declarou: ‘Tudo que não invento é falso’. Amparado nos dois, eu diria que tudo o que escrevo aconteceu, mesmo que não tenha ocorrido. (...) Minha pátria é o impasse. A realidade não me faz fronteira”, explica o próprio autor nas notas finais de As mil mortes de César.

Ao fim da trama, Max Mallmann escreve uma série de notas comentando cada um dos capítulos do livro. Os anexos incluem ainda uma lista com os personagens do romance e suas características; as cidades mencionadas, a região onde estão localizadas e o país; além de curiosidades como tabelas com as medidas romanas de massa e distância.

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O AUTOR

Max Mallmann nasceu em 1968, em Porto Alegre (RS). Estreou na literatura aos 20 anos com Confissão do Minotauro (IEL/IGEL 1989). Em 1997, recebeu o Prêmio Açorianos, concedido pela prefeitura de sua cidade natal, pelo romance Mundo bizarro. Pela Rocco, publicou Síndrome de quimera, finalista do prêmio Jabuti, Zigurate – Uma fábula babélica (2003) e os romances históricos O centésimo em Roma (2010) e As mil mortes de César (2014), que acompanham a saga do anti-herói Publius Desiderius Dolens na Roma antiga com uma narrativa repleta de ação, ironia e humor. Roteirista da TV Globo, fez parte do time de redatores da novela Coração de estudante e de séries como Malhação, Carga pesada e A Grande Família. Faleceu em novembro de 2016, no Rio de Janeiro, onde vivia desde 1998 com a mulher, a também escritora Adriana Lunardi.

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