Capa do livro Altos Voos e Quedas Livres

Altos Voos e Quedas Livres

Autor: julian barnes

Tradução: Léa Viveiros De Castro

Preço: R$ 23,50

128 pp. | 14 x21 cm

ISBN: 978-85-325-2891-9

Assuntos: BIOGRAFIA/MEMÓRIAS/DIÁRIOS, ENSAIO

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 16,50

E-ISBN: 978-85-812-2359-9

Um híbrido profundamente comovente de fabulação, reminiscência e contemplação. – The Times Literary Supplement


Um livro de rara intimidade e honestidade sobre amor e luto.– The Times


O livro parece alcançar o impossível: recriar, em palavras, como é estar vivo no mundo.– The Guardian


O que teriam em comum o coronel inglês Fred Burnaby, a atriz francesa Sarah Bernhardt e o fotógrafo Félix Nadar, também francês? Os três viveram uma experiência audaciosa, em diferentes anos do século 19: ver o mundo a bordo de um balão. Cada uma a seu modo, suas histórias ilustram como a aventura de se lançar aos céus, tão pioneira naquela época, viria a transformar as perspectivas da cultura e da arte.

Em 2008, o premiado escritor inglês Julian Barnes também experimentou algo que mudaria radicalmente as perspectivas de seu dia a dia. Sua mulher, a agente literária Pat Kavanagh, com quem vivera nos últimos 30 anos, morreu com um tumor cerebral. Imerso num luto dilacerante, Barnes viu sua rotina transtornada pela “nova geografia” da dor. Afastou-se dos amigos e da vida social; pensou em suicídio. Se não o fez, foi porque concluiu: ninguém mais conhecera tão bem sua mulher. Logo, se ele morresse, a parte ainda preservada da memória de Pat morreria também.

Essa é uma das confissões de Altos voos e quedas livres, recebido pela crítica internacional como o livro mais comovente de Barnes. Isso sem, porém, comprometer o estilo de narrativa contido e elegante – inconfundível – deste que é um dos mais importantes autores contemporâneos.

Barnes parte de uma narrativa sobre os primórdios do balonismo para, de forma originalíssima, mergulhar no relato de seu próprio luto. Com isso elabora, também ele, um voo audacioso, desafiando mais uma vez os limites dos gêneros, ao entrelaçar relato histórico, memórias, ficção e ensaísmo. Sua obra exibe um saboroso tratado sobre os dias de modernidade e entusiasmo em que aeronautas de todos os tipos experimentavam a novidade de enxergar o mundo do alto. Ao mesmo tempo, apresenta aquele que é talvez um dos mais contundentes e corajosos testemunhos da literatura contemporânea sobre o luto.

“Você junta duas coisas que nunca foram juntadas antes. E o mundo se transforma.” Com essas duas frases o autor abre as três partes de Altos voos e quedas livres. Na primeira, mostra como Nadar juntou dois dos símbolos da modernidade – a aeronáutica e a fotografia – para criar uma nova maneira de ver o mundo. Na segunda, descreve o romance sui generis entre o irrequieto soldado Fred Burnaby e a atriz mais famosa de seu tempo, a não menos irrequieta Sarah Bernhardt. Por fim, a porção autobiográfica da obra, na qual esmiúça os muitos aspectos de sua dor, traçando uma viagem intimista e melancólica por tabus, medos e aspectos sombrios da existência.

Altos voos e quedas livres é, afinal, um livro sobre as formas de lidar com o outro. Sobre o entrelaçamento, nas vidas humanas, de solidão e amor veemente, de ousadia e perda. Quando viu os penhascos brancos de Dover, em seu balão vermelho e amarelo, Fred Burnaby acendeu um charuto. Já Sarah Bernhardt, em sua incursão ao céu, lançou sacos de areia às pessoas em terra. Aeronauta destemido e artista incansável, Félix Nadar inventou a fotografia aérea. Após a morte de sua mulher, Julian Barnes descobriu o poder da ópera e passou a evitar os amigos – a maioria deles o incomodava profundamente, confessa. Altos voos e quedas livres é, seguramente, um livro sobre a liberdade, e sobre todos os riscos que ela opera. Porque “para isso é que serve o mundo: para ser perdido no momento certo.”

Comente  
Instagram

O AUTOR

Finamente irônico, à inglesa. Dono de uma prosa concisa e elegante, igualmente sensível e vigorosa. Julian Barnes é um dos principais autores britânicos de uma geração criativa e consistente surgida no início dos anos 1980.

Página do autor +

MÍDIA

A perda por Julian Barnes
Recomenda Revista Veja

Relato doloroso sobre a perda
Resenha O Estado de S. Paulo

Veja mais notícias +