Capa do livro Educação Brasileira (Edição Revista e Atualizada)

Educação Brasileira (Edição Revista e Atualizada)

Consertos e Remendos

Autor: claudio de moura castro

Preço: R$ 38,50

320 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2065-4

Assuntos: EDUCAÇÃO/PEDAGOGIA

Selo: Rocco

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Do ensino básico à política científica, passando pelo médio, superior e até pelos cursos profissionalizantes, nada escapa da análise de Claudio de Moura Castro, que assina como economista, mas poderia ser mais bem identificado como especialista em educação. O resultado de tantas observações sobre ensino, aprendizado e a falta de jeito que impede que o país evolua mais nessa área está reunido em Educação Brasileira: consertos e remendos, que volta às livrarias, em sua segunda edição, revisado e atualizado.

Como explica o jornalista Marcos Sá Corrêa na introdução, a primeira versão do livro surgiu em um almoço despretensioso no Rio de Janeiro em 1984. Claudio de Moura Castro estava se despedindo do Brasil, pois em breve partiria para mais uma de suas andanças mundo afora. Daquela vez, estava indo para Genebra assumir a chefia "de um certo" Serviço de Políticas de Treinamento da Organização Internacional do Trabalho. Entre uma conversa e outra, Sá Corrêa, então editor-chefe do Jornal do Brasil, convidou Castro para assinar uma coluna na página 11 do diário.

"Se Claudio de Moura Castro fosse típico, o convite teria ficado por ali mesmo, entre o cafezinho e a conta", escreve Sá Corrêa, mas o que veio a seguir foram quase cinco anos de colunas, que selecionadas viraram a primeira versão de Educação Brasileira, lançado em 1994. Quando o livro completou 10 anos, surgiu a idéia de lançar uma segunda edição, pois a primeira havia se esgotado. E não apenas por isso, mas porque o conteúdo, depois de vários turbilhões pelos quais passou a educação no Brasil, estava muito desatualizado.

Castro partiu para a tarefa de revisar os dados, rever o que havia mudado e, novamente, analisar como anda o ensino no país. Com tristeza, constatou que o ensino básico não ganhou o status que merecia e continua não tendo a prioridade que requer. Castro analisa desde o comportamento dos professores até a questão da merenda e da infra-estrutura das escolas. Depois de dissecar o básico, detém-se no ensino médio. Questiona a prioridade que algumas escolas dão à preparação para o vestibular em detrimento de disciplinas fundamentais para a formação dos alunos.

A questão fica ainda mais delicada quando ele disseca a graduação. Embora existam no Brasil instituições dignas de prêmios, a maioria atualmente seleciona os alunos não pela capacidade de aprender, mas pelo valor que estão dispostos a investir para conseguir o diploma. Ele não condena os acadêmicos que precisam optar por faculdades de nível questionável, mas o governo e os próprios criadores dessas universidades que não têm o mínimo de estrutura para preparar os indivíduos para um bom posto no mercado de trabalho.

Entram na análise de Castro as pós-graduações, mestrados e doutorados. Ele avalia o quanto o país ganha ao mandar um aluno brasileiro para estudar no exterior. Também não escapam de suas observações as soluções encontradas para o ensino profissionalizante. Ele disseca Senai, Senac, Senat, Senar e Sebrae. Para realizar essas análises, Castro utiliza-se da experiência obtida em 25 anos de estudos sobre a educação e nas inúmeras viagens realizadas pelo mundo, nas quais sempre esteve atento às soluções encontradas pelos mais diferentes países. O resultado é um verdadeiro raio x do ensino, com os diagnósticos e a profilaxia para melhorá-lo no Brasil – país que, como o economista atesta, não investe pouco em educação, mas escolhe soluções, no mínimo, equivocadas.

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O AUTOR

CLAUDIO DE MOURA E CASTRO nasceu no Rio de Janeiro em 1938. Formou-se em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especialização pela Fundação Getúlio Vargas, mestrado pela Universidade de Yale e doutorado pela Universidade Vanderblit. Foi economista sênior do IPEA e lecionou na PUC/RJ, na Universidade de Chicago, na Universidade de Brasília, em Genebra e em Borgonha (Dijon). Coordenador do Projeto Educacional e Desenvolvimento, Programa ECIEL (1974-79), ele foi diretor geral da CAPES e secretário-executivo do Centro Nacional de Recursos Humanos do IPEA. De 1986 a 1992 chefiou uma unidade de pesquisa e política de formação profissional na Organização Internacional do Trabalho, em Genebra. Desde 1992, trabalha no Banco Mundial, em Washington, como economista sênior na área de recursos humanos, focalizando os países do Leste Europeu, Ásia Central e o mundo árabe. Autor de 25 livros, ele tem inúmeros artigos e monografias publicados em revistas no Brasil e no exterior.

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