Capa do livro Pulso

Pulso

Autor: julian barnes

Tradução: Christina Baum

Preço: R$ 32,50

240 pp. | 14 x21 cm

ISBN: 978-85-325-2767-7

Assuntos: FICÇÃO – CONTO

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 22,50

E-ISBN: 978-85-81222-02-8

Terceira coletânea de contos do ganhador do Man Booker Prize, Julian Barnes, Pulso reúne histórias sobre amor e amizade, perda e saudade, ligadas por um ritmo comum: do corpo, do amor, do sexo, da doença e da morte. Do familiar ao extraordinário, de acontecimentos privados a fatos históricos, de encontros a desencontros de amigos ou de amantes, as histórias narradas em Pulso ressoam e possuem brilho próprio.

Lançado originalmente em 2011, Pulso apresenta 14 contos, divididos em duas partes. Na primeira reúnem-se os relatos mais ágeis, escritos praticamente à base de diálogos, sempre cortantes e surpreendentes. A prosa refinada do autor também comparece para compor o ambiente e o clima, por vezes desencantados, como na história de abertura, “O vento leste”: “Assim era a costa leste: meses a fio de tempo um pouco ruim e a maior parte do ano sem tempo nenhum. O que estava bom para ele: havia se mudado para não ter tempo nenhum na sua vida.”

Quatro contos envolvem os mesmos personagens e podem ser lidos em sequência, como se formassem uma pequena novela. O casal Phill e Joanna recebe amigos para um jantar, depois do qual se inicia uma conversa sobre assuntos da atualidade: política, trânsito, aquecimento global e crise econômica estão entre as questões abordadas. Os textos revelam uma das facetas mais características de Barnes: a forma como ele maneja a ficção como uma espécie de nota de rodapé à História, um olhar afiado sobre acontecimentos, grandes ou pequenos, que resumem a existência humana.

Frequentador do circuito de festivais de literatura – esteve na primeira Flip, em 2003 – o autor inglês descreve, no conto “Na cama com John Updike”, uma conversa informal entre duas escritoras, sem mediadores, câmeras ou microfones. Amigas de longa data, elas aproveitam uma viagem de trem para acertar contas com o passado. Com sarcasmo e ironia de sobra, Barnes mostra que um escritor pode guardar altas doses de inveja e ressentimento.

Na segunda parte, o autor se dedica a relatos de escritura mais tradicional, alguns inclusive de cunho histórico. Em “O retratista”, põe em cena um pintor surdo-mudo cujo ofício é fazer o retrato de figuras eminentes nas pequenas cidades por onde passa. Em “Carcassone”, vale-se de um conhecido episódio – o encontro da brasileira Anita com o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, durante a tomada do porto de Laguna, em 1839 – para discutir o sentido da paixão e a interpretação que dela fazemos com o passar dos anos.

Os contos de Pulso – divertidos, ousados, inventivos, iconoclastas, originais – comprovam que Julian Barnes é hoje um escritor com perfeito domínio de seu ofício, capaz de compor um livro com histórias curtas que, sutilmente ligadas entre si, possui invejável unidade de temas e tratamentos.

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O AUTOR

Finamente irônico, à inglesa. Dono de uma prosa concisa e elegante, igualmente sensível e vigorosa. Julian Barnes é um dos principais autores britânicos de uma geração criativa e consistente surgida no início dos anos 1980.

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MÍDIA

Pulso
Matéria publicada no Valor Econômico

Pulso
Matéria publicada no Estado de S. Paulo

Pulso
Matéria publicada na Folha de S. Paulo

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