Capa do livro A Cidade Dourada

A Cidade Dourada

Trilogia do Quarto Mundo

Autor: john twelve hawks

Tradução: Alyda Sauer

Preço: R$ 44,50

368 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2639-7

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO CIENTÍFICA/DISTOPIA

Selo: Rocco

O jovem Gabriel Corrigan, depois de descobrir que é um Peregrino, capaz de viajar entre dimensões além da Terra, decide lutar com todas as forças contra o poder da Tábula, uma misteriosa organização determinada a controlar em segredo a população por meio da tecnologia em A cidade dourada, terceiro e último volume da Trilogia do Quarto Mundo, de John Twelve Hawks. À moda de 1984 – aqui, o Grande Irmão do clássico de George Orwell ganha sua versão mais antenada com os dias atuais: a Grande Máquina.

Com seus amigos e aliados fora de alcance – o professor de luta Hollis e sua protetora, a guerreira Maya, um relutante membro dos Arlequins, grupo que há gerações assumiu a tarefa de proteger os Peregrinos –, Gabriel tenta se articular como líder da Resistência, formada por aqueles que querem viver livres do controle da Tábula. Ao mesmo tempo, seu irmão Michael, um Peregrino que optou por tentar controlar a humanidade para sempre, põe em ação um plano perverso para se tornar o líder absoluto da organização e ter o mundo inteiro em suas mãos. Para que um ou outro alcancem a vitória, porém, é preciso descobrir o que lhes reservam os deuses que habitam uma dimensão chamada “A cidade dourada”. Quem dominar o poder divino primeiro, vencerá.

Se no primeiro volume da saga, O Peregrino, o autor apresenta os personagens deste eletrizante e elogiado thriller de fantasia e ficção científica, e no segundo livro, Rio escuro, Twelve Hawks define quem joga de que lado do tabuleiro, A cidade dourada garante um desfecho surpreendente para a história dos irmãos Corrigan. Antes de movimentar a Resistência, Gabriel deve resgatar sua protetora Maya de um mundo infernal, no qual a população está permanentemente em guerra. Uma grande guerreira, a Arlequim resiste bravamente às violentas investidas dos demônios da dimensão do Rio Escuro, mas nem ela pode ser capaz de suportar tamanha maldade concentrada em um único mundo.

Enquanto Gabriel se divide entre o dever da liderança e o resgate a Maya, seu irmão mais velho, Michael, embarca numa viagem às dimensões paralelas, e se impressiona com uma sociedade regida por semideuses, que controlam a população com sofisticada tecnologia – muito mais avançada que a humana – e não permitem vozes dissonantes. Enquanto traça o rumo que o levará à vitória, Michael dá sua cartada final, criando medo na população por meio de atos terroristas em vários países.

Comparada a 1984 e ao sucesso Matrix, a Trilogia do Quarto Mundo apresenta grandes teorias sobre livre-arbítrio e determinismo, controle da sociedade e dimensões alternativas, numa prosa com imagens poéticas que faz lembrar monstros sagrados da ficção científica como Ray Bradbury ou Philip K. Dick. Mas a série também chama a atenção da mídia por outro motivo: ninguém teve contato direto com John Twelve Hawks (que não é o nome verdadeiro do escritor e, traduzido para o português, seria algo como João Doze Falcões), nem mesmo seus editores americanos e seu agente. Ele vive "desconectado" e recluso do mundo propositadamente, para evitar ser monitorado pelo governo norte-americano, que, segundo Twelve Hawks, usa a tecnologia para rastrear cada passo das pessoas.

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O AUTOR

John Twelve Hawks é autor de O Peregrino – cujos direitos de adaptação cinematográfica foram adquiridos pela 20th Century Fox – e Rio escuro, os dois primeiros volumes da Trilogia do Quarto Mundo. Faz questão de manter sua identidade no anonimato. Mais sobre a miotlogia criada por Hawks no site www.johntwelvehawks.com.

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