Capa do livro A Ética e Suas Negações

A Ética e Suas Negações

Não Nascer, Suicídio e Pequenos Assassinatos

Autor: julio cabrera

Preço: R$ 19,50

128 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978-85-325-2665-6

Assuntos: FILOSOFIA

Selo: Rocco

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Disponível em e-book

Preço: R$ 13,50

E-ISBN: 978-85-81221-05-2

A discussão sobre a Ética e sua impossibilidade é considerada o “calcanhar de Aquiles” de muitos filósofos – Kant, por exemplo, viu-se obrigado a duplicar os mundos para tornar a Ética possível num deles; Spinoza a identificá-la com o mundo; e Wittgenstein a situá-la linguisticamente no místico indizível – e muitos deles optaram por não escrever nenhuma Ética, como Descartes e Sartre. Por que a Ética foi tão incômoda para filósofos capazes de mostrar sua “competência” em outras áreas da reflexão? Para tentar refletir sobre o motivo desta recusa em pensar o tema, a de não construir mais um sistema de Ética e mostrar a impossibilidade de tal projeto afirmativo, é preciso transitar por lugares que parecem inevitáveis para a reflexão ética crítica e radical e que, ao mesmo tempo, são aqueles pontos temáticos sistematicamente evitados pelo pensamento filosófico tradicional: a paternidade, a geração de filhos, o suicídio, o homicídio e a relação com a escravidão.

A ética e suas negações – Não nascer, suicídio e pequenos assassinatos (originalmente Projeto de Ética negativa, lançado pelo autor na década de 1990) tem sua segunda edição lançada pela Rocco. O filósofo Julio Cabrera discute o sentido da vida ao abordar os princípios da Ética tradicional que são embasados em duas perguntas: “Como devo viver?” e “Que tipo de pai devo ser?”. Essas duas perguntas respondem à questão fundamental da vida humana, entendida como a minha vida, em primeiro lugar, e como a vida que pode ser gerada. Mas, para o filósofo, essas duas perguntas estão muito à frente de duas outras que supostamente deveriam ter sido respondidas pela reflexão ética: “Devo viver?” e “Devo ser pai?”. São essas as questões para as quais devem ser encontradas respostas, pois, segundo o autor, a não resposta a essas perguntas mais “primitivas” deixa a metade do problema moral fora da questão filosófica e torna inconsistente o sistema de valores morais tradicional.

Refletir sobre o não ser nos casos acima citados é um dos objetivos do livro. Nos dois primeiros capítulos, o filósofo enfrenta dois temas basais da discussão: a paternidade e sua recusa e o suicídio. São estudados os mecanismos pelos quais os homens acreditam ser, e a resposta ontológica a essa ilusão. É problematizada a paternidade como lugar fixo da moralidade. No caso do suicídio, são indicadas algumas fontes filosóficas e analisados os mecanismos de rejeição radical ao suicídio dos pontos de vista médico, jurídico e religioso.

No terceiro capítulo, trata-se da supressão da vida por meio do homicídio. É também neste capítulo que o autor aborda a relação amo/escravo como tentativa não de suprimir fisicamente um ser, mas de suprimi-lo como vontade. No capítulo seguinte, Cabrera mostra como na estruturação atual da sociedade se pratica uma sistemática ocultação de tudo aquilo que foi elucidado nos capítulos anteriores.

Em seguida, o autor critica a convicção dos valores morais – e, por conseguinte, da imoralidade – terem um “lugar fixo” (procriação, paternidade, família, propriedade, heterossexualidade etc., em oposição a abstinência, prostituição, roubo, homossexualidade etc). Por fim, Cabrera pratica uma dialética da dualidade saber/ignorar, colocando os próprios limites daquilo que o filósofo é capaz de dizer acerca de questões éticas.

A ética e suas negações – Não nascer, suicídio e pequenos assassinatos propõe uma nova forma de pensar sobre a vida e seus valores.

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O AUTOR

Julio Cabrera nasceu em Córdoba, na Argentina, e é naturalizado brasileiro. Estudou na Universidade de Córdoba, nos anos 60. Já era doutor em filosofia quando, em 1979, foi contratado pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, como professor visitante, para dar um curso de lógica modal no mestrado. Tempos depois, ele passaria a integrar o quadro permanente da instituição. Publicou seus primeiros livros nos anos 80. Foi no final da década que ele se transferiu para a Universidade de Brasília, onde permanece. Publicou artigos não apenas no Brasil e na Argentina, mas também em Portugal, EUA, México, Espanha e Holanda. Hoje é mencionado em livros e analisado em artigos e dissertações.

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