Capa do livro A Gaiola de Faraday

A Gaiola de Faraday

Autor: bernardo ajzenberg

Preço: R$ 23,00

132 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1349-2

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, FICÇÃO NACIONAL

Selo: Rocco

Disponível em e-book

Preço: R$ 15,00

E-ISBN: 978-85-64126-43-5

Enzo, 50 anos, engenheiro civil desempregado, optou pelo auto-exílio. Abandonou a família, enquanto todos dormiam, espelhando-se no filho de um colega de trabalho, que desapareceu misteriosamente. Agora ele cria seus enigmas particulares e, considerado antes sóbrio, fino e educado, passa a ser um homem que leva seus dramas às últimas conseqüências. Em A gaiola de Faraday, romance vencedor do Prêmio ABL de Ficção, do jornalista Bernardo Ajzenberg, todos os personagens envolvidos com o protagonista experimentam seus limites éticos e acabam por analisar suas próprias vidas, a partir do inusitado desaparecimento.

Entretanto, Enzo não consuma o sumiço. Passa a seguir à distância, pelas ruas de São Paulo, a mãe e seu primogênito Lúcio. É desta maneira que descobre a relação homossexual do filho com Wellington, um garoto de programa. Mantém ainda contato por cartas e telefone com Júlio, seu irmão mais velho, professor universitário, com quem tinha uma convivência difícil. É por meio dessa relação mal resolvida, cheia de ressentimentos, que Enzo explica sua revolta contra a esposa, Queila, assessora de imprensa ocupada e insatisfeita, e o pai, fascinado por carros antigos e de quem os filhos legaram apenas a Teoria da Hierarquia dos Faróis (segundo a qual era possível avaliar a excelência de um veículo pelo poder de suas lanternas).

A trama sofre reviravoltas quando ele conhece Gisele, dentista do albergue onde se hospedou. A atração física se transforma em compromisso e o casal decide morar junto no apartamento que ela já dividia com o irmão Jackson, adestrador de cães, instável, impulsivo e beligerante, com quem o conflito parece inevitável. Lembranças violentas o tomam de assalto durante a trama: Célia, amante judia suicida, e o lixeiro que ficou paraplégico ao ser atropelado por ele.

Júlio, infeliz no casamento com Mariza, passa a ver em Queila qualidades femininas surpreendentes, e investe na sedução, ao mesmo tempo que constata o quanto seus conhecimentos eruditos e carreira acadêmica são vazios. A amante, amargurada com o abandono do marido, entrega-se ao cunhado e almeja que a distância imposta pelo marido se acentue.

A gaiola de Faraday significa um dispositivo pára-raios potente e sofisticado. A expressão usada pelo autor para o título do livro provém da vontade frustrada de Enzo de construir um ambiente de segurança afetiva para a sua família. No entanto, a hipocrisia que corroeu a todos fez com que a fuga do protagonista detonasse sentimentos intensos e ao mesmo tempo perigosos.

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O AUTOR

Bernardo Ajzenberg publicou, entre outros livros, Variações Goldman (1998), A gaiola de Faraday (2002, prêmio de Ficção do Ano da Academia Brasileira de Letras), Homens com mulheres (2005, finalista do Prêmio Jabuti), Olhos secos (2009, finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura), Duas novelas (2011) e Minha vida sem banho (2014, vencedor do prêmio Casa de las Américas). Escritor, tradutor e jornalista, nasceu em 1959 e vive em São Paulo.

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