Capa do livro Ficar Ou Não Ficar

Ficar Ou Não Ficar

Autor: tom wolfe

Tradução: Paulo Reis

Preço: R$ 32,00

260 pp. | 14x21 cm

ISBN: 978853251321

Assuntos: FICÇÃO – ROMANCE/NOVELA, REPORTAGEM/RELATOS

Selo: Rocco

Sempre com seu estilo inconfundível, que combina linguagem coloquial, pesquisa acurada e humor mordaz, o escritor-jornalista Tom Wolfe fez em Ficar ou não ficar uma mistura de reportagem, ficção e ensaio sobre temas que vão da sexualidade à informática, da neurociência à arte conceitual. O livro também conta a origem do Vale do Silício e discute a contribuição do jornalismo à literatura.

No texto que dá nome à obra, Wolfe aborda a precocidade sexual e a obsessão dos americanos com a juventude. Ele narra como era a vida de um americano na virada do segundo milênio: "No ano 2000, era normal que um alto executivo bem-sucedido chutasse a esposa e acabasse um casamento de duas ou três décadas, simplesmente porque o revestimento subcutâneo dela estava se deteriorando. O executivo estava livre para arranjar uma nova esposa, de preferência loura de vinte e poucos anos. E a atitude não provocava estranhamento", diz Wolfe. A única coisa que acontecia era que todos pegavam seus celulares ou mandavam e-mails uns para os outros a fim de descobrir como se escrevia o nome da tal esposa nova: "Eram sempre nomes como Serena e ninguém sabia como se escrevia isso."

Em Digibesteiras, pó de pirlimpimpim e o formigueiro humano, o escritor refuta a disseminação de bobagens sobre a expansão da mente na era digital. Elas se assemelham, afirma, ao pensamento mágico de tribos primitivas que associam a ondulação do capinzal à chuva que se segue e, por isso, celebram a dança da chuva. No país dos marxistas rococós é uma divertida crítica ao intelectual americano arquetípico, que escreve em linguagem pomposa – o "teorês" –, professa "doutrinas obscuras como o estruturalismo, o pós-estruturalismo, o pós-modernismo" e jamais admite quando está errado.

Meus três patetas é uma resposta a três escritores americanos de renome – John Updike, Norman Mailer e John Irving – que fizeram ataques a seu romance Um homem por inteiro. Mais que isso, é um ensaio valioso sobre a literatura dos Estados Unidos no século 20. Ao comentar a "anorexia" do romance americano, Wolfe defende o romance documental ou de realismo social, como as obras de Zola e Steinbeck. Na opinião dele, se as artes não-eletrônicas quiserem sobreviver no século 21, precisarão de conteúdo – devem mergulhar na vida real, no "pulso da fera humana".

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O AUTOR

Um dos mais importantes nomes do jornalismo internacional, o norte-americano Tom Wolfe, um dos fundadores do New Journalism, nasceu em 1930, em Richmond, Virginia, e morreu em maio de 2018, aos 88 anos, em Nova York. Verdadeiro documentarista da vida americana, escreveu reportagens que fizeram história para veículos como Esquire, New York Magazine, Harper’s e outros, além de mais de uma dúzia de livros de ficção e não ficção, como o bestseller A fogueira das vaidades, romance que se tornou referência na prosa norte-americana ao pintar um retrato arrebatador e satírico da Nova York movida a dinheiro, poder, ganância e vaidade da década de 1980. Seu último livro, O reino da fala (2016), é um polêmico ensaio sobre evolução e linguística.

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