Capa do livro A Dama e o Unicórnio

A Dama e o Unicórnio

Autor: rosiska darcy de oliveira

Preço: R$ 21,50

172 pp. | 14x21 cm

ISBN: 85-325-1143-0

Assuntos: FICÇÃO – CONTO, BIOGRAFIA/MEMÓRIAS/DIÁRIOS

Selo: Rocco

A dama e o unicórnio, novo livro de crônicas de Rosiska Darcy de Oliveira, é uma celebração da esperança, admirável em quem faz parte de uma geração que "reconhece a dor mesmo quando disfarçada de esquecimento, nós que fizemos e tivemos tantos projetos". Ela nos convence de que "a esperança tem vida própria e nos expulsa das cavidades protetoras da memória, ela nos quer recém-nascidos, nos quer inocentes, crédulos, ávidos de luz, de sensações. A esperança quer olhar boquiaberta os fogos de Copacabana e achar que o mundo é assim, essa féerie, essa via-láctea que escorre lentamente sobre nossas cabeças".

Rosiska, em suas crônicas, estimula "uma vocação de felicidade" em que "a mais alegre subversão ainda é responder, na intimidade da madrugada, quando todos dormem menos você e as quimeras, sem testemunhas nem censura, o que, de verdade, faz feliz".

Menina ainda, fez-se amiga de Emília, a nobre marquesa de Rabicó, que se instalou para sempre em seu imaginário, merecendo uma devoção que se prolongou vida afora, acompanhou-a nos anos de exílio e jamais perdeu seu lugar de honra na estante do seu coração. Com ela aprendeu "o sagrado direito à malcriação, à afirmação da vontade, à defesa de interesses próprios", que fez da autora protagonista de seu tempo. Orgulha-se de ter ajudado a fechar o milênio com chave de ouro, quebrando o paradigma milenar que separava o mundo das mulheres do mundo dos homens, apoiado em inexplicável hierarquia.

Feminista e ambientalista, comovida com o fracasso de uma civilização "sensível na disritmia das estações, na poeira do vento que contamina, na desolação das florestas amputadas, na deriva dos pólos", lança um alerta contra "o desencontro das gentes, a solidão dos continentes esquecidos, a humilhação dos seres humanos descartáveis, a impiedade do mercado, o silêncio do sentido".

Em seu mundo cabem tanto a erudição, que a aproximou de Piaget, Borges, García Márquez, João Cabral, Almodóvar, Heldegger, quanto a ternura pelo drama de Ronaldinho, a gratidão por Chico Buarque, o luto pelos amigos queridos, Paulo Freire e Darcy Ribeiro, "nosso mestre arlequinal, um átimo distraído", que a morte colheu.

Rosiska tempera, na justa medida, emoção e pensamento, eloqüência e poesia. Crítica literária, cultiva suas paixões: "no princípio era o Verbo e o Verbo se fez selvagem perto do coração de Clarice". Ela é múltipla e sempre vanguarda.


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O AUTOR

Rosiska Darcy de Oliveira, escritora e ensaísta, é membro da Academia Brasileira de Letras. Seus primeiros livros, Le Féminin Ambigu e La Culture des Femmes, publicados durante o exílio, exprimem sua participação no emergente movimento internacional de mulheres. Elogio da diferença e Reengenharia do tempo dão continuidade a sua obra ensaística sobre o feminino. A dama e o unicórnio, Outono de ouro e sangue, A natureza do escorpião, Chão de terra, Baile de máscaras e Pássaro louco exprimem sua vocação de cronista. Colunista da página de Opinião de O Globo, a Rocco publica sua obra no Brasil.

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