Sob as mesmas estrelas

A experiência de ser um leitor beta, por Caleb Henrique
12 de janeiro de 2017


Eu havia acabado de sair de uma chorosa releitura de Sob a luz dos seus olhos e o “Você merece mais do que uma garota que precisa pensar sobre usar um lindo anel dado por você” dito por Elisa, uma vez mais ecoava em minha cabeça, assim como a incessante dúvida: por que o cara legal nunca consegue ficar com a garota?

Sempre há um bad boy, um astro da música ou do cinema, um vampiro ou qualquer outro que caiba dentro dos moldes que aparece e rouba o coração da mocinha. Nada contra, afinal, as histórias geralmente justificam o rumo escolhido e encantam, arrebatam e emocionam, como têm de ser. Eu só não consigo deixar de pensar naqueles que amaram de modo unilateral. Nos que ficaram para trás, coadjuvantes de outra história que não as suas. Não consigo deixar de me perguntar como se reergueram e juntaram os pedaços. Permaneceram onde foram deixados ou fugiram? E comumente invento meus próprios finais, como se eles fossem um livro com final aberto ao qual me coubesse completar. O Cadu era um dessa lista, até a Chris chegar e contar que tinha retomado um projeto que eu provavelmente amaria. E amei.

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Assim, cheio desses questionamentos, topei mais essa aventura, porque ser beta da Chris é como entrar numa montanha russa gigantesca, na qual você já embarca ciente de que vai ser prazeroso para caramba, mas também vai assustar e te render muitas emoções.

A experiência em acompanhar a criação do livro Sob um milhão de estrelas não foi diferente e, confesso contraditoriamente que foi. Gosto do modo que a Chris trabalha e de quão, naturalmente, se empenha em dar uma individualidade e roupagem diferente a cada obra. Esse livro novo foi vestido de poesia. Um amor intenso, numa paisagem incomum de tão comum. A cada novo capítulo eu ansiava por mais e mais da história, que rapidamente ganhou um espaço imenso em meu coração.

Compartilhei com a Alma a estranheza de chegar em Serra de Santa Cecília e ter a sensação de estar no começo de algo importante. Pude, sob a luz do luar, observar uma silhueta feminina fechar as janelas e também ser acometido por um fascínio, uma fagulha inicial, por uma completa desconhecida. E, principalmente, fui feliz em descobrir onde os pés cansados levaram o Cadu, meu personagem favorito de Sob A Luz Dos Seus Olhos. E aonde eles ainda o levarão.

Ser beta é um pouco como assistir ao ensaio de uma peça, onde cada fim de capítulo torna-se um cliffhanger. Um gancho para o inesperado sem a opção de avançar ou a segurança de uma última página para recorrer em casos de emergência emocional, o que nos leva de volta à montanha russa acima citada. Uma aventura, do começo ao fim.

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Por tudo isso e muito mais, sou, acima de tudo, grato por ter podido experienciar de antemão e contribuir de alguma forma com o nascimento deste livro que é, além de um presente para os ‘caras legais’ dessa vida, uma prova de que o plot não precisa ser ambicioso para o resultado ser grande. Basta regar com um pouco de poesia, ar bucólico do interior e coragem de enfrentar seus fantasmas.

Quem sabe a garota da silhueta na janela — com quem, a Chris já sabe, eu quero me casar — ou o cara machucado e assustado, mas de coração imenso não está bem ao lado, enquanto você procura por alguém que talvez nunca vá existir? Sob um Milhão de Estrelas é um convite a um amor real que, de coração, eu espero você aceite.

TAGS: Amor, cara legal, mocinha, nicholas sparks, Romance, Sob a luz dos seus olhos, Sob um milhão de estrelas,

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